quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O espirro invertido

Há umas noites atrás, o Cão acordou-me de forma abrupta. Começou a fazer um barulho tipo um ronco compulsivo e aflitivo. Como é óbvio fiquei assustada, mas já sabia o que é que se passava porque numa ida de rotina à veterinária, ele já tinha feito isso e nesse dia perguntei logo o que é que se passava, dado que ele de vez em quando fazia aqueles roncos.

Ora bem, nada mais era do que um espirro. Mas um espirro invertido, pelos vistos usual em raças como bulldogs, boxers e outros cães de palato mole mais alongado.
No caso do Cão, isto acontece esporadicamente mas quando acontece parece que está com sérias dificuldades respiratórias e que vai morrer em poucos minutos!
A veterinária explicou que os sons que os cães emitem no espirro invertido é muito semelhante a um colapso da traqueia mas é de facto algo muito simples: enquanto num espirro normal o ar sai violentamente pelo nariz, no espirro invertido o ar é inalado para dentro de forma violenta, sendo um acontecimento normal que não requer qualquer tipo de tratamento.
Uma forma de aliviar o bicho é massajar a garganta do cão ou a cana do nariz para parar o espasmo, mas se a causa for alérgica e ocorra com muita frequência, o melhor será dar medicação adequada com prescrição do veterinário.

Talvez tenha de meter uma manta extra na cama, para sua excelência não se resfriar como eu, que desde o Natal que ando fanhosa e, depois de 4 idas ao médico e mais outra já marcada, estou com uma gripe oficialmente diagnosticada que me está a dar mais que fazer...
Mas também com o frio que tem estado uma mantinha a mais não faz mal nenhum!



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Não dorme e nem deixa dormir

Tem sido o problema ultimamente: é que não dorme e nem deixa dormir!
Há uns meses a esta parte, decidi que o Cão podia finalmente entrar no meu quarto. Depois de se ter conseguido escapar para o quarto por duas vezes e de ambas ter decidido "marcar o território" mesmo em cima da cama, passei um ano a proibir a entrada do Cão no quarto. Era o meu espaço e ele tinha de perceber isso.
Quando comecei a morar sozinha, deixava-me dormir no sofá em conchinha com o Cão, e acordava para fazer a transacção para a cama a altas horas da madrugada. Fosse a que horas fosse, o Cão ia para o quarto dele e eu ia para o meu. Muito choro e muitas raspadelas na porta do quarto do Cão cada vez que ele tinha de ir dormir.
Comecei a passar as noites no sofá só para dormir com o Cão, que se anichava a mim, e me mostrava um lado mimoso dele que eu desconhecia. Cheguei a acordar no sofá com a cabeça dele também na almofada e uma pata em cima de mim a garantir que eu não fugia.
Foi-me convencendo principalmente por eu ter pena de o deixar sozinho durante o dia e ainda durante a noite. Fui abrindo a porta do quarto para ver como é que ele se portava, e cada vez que saltava para cima da minha cama até dava saltos no ar de tão contente que estava.
Decidi experimentar e correu muito bem durante alguns meses equanto ele dormia aos pés da cama. Até umas noites atrás. Talvez por causa do fio, ora fuça no edredon para ir para baixo do quentinho, como parece que tem calor e vai para o chão. E isto repete-se uma noite inteirinha, porque me acorda quando fica com frio. Já para não falar que se deita em cima de mim, empurrando-me para uma ponta da cama para ele ficar todo esticado e com tudo dele. Quando me mexo ele ronca, como que a mostrar que o estou a incomodar.
Sei que quando o quiser voltar a meter a dormir no quarto dele vou ter um problema dos diabos.
Quando o despertador toca para me levantar está o belo senhor a ressonar à grande e pronto para dormir enquanto aqui a moura anda cheia de sono por causa destas noites atribuladas. E agora quem é que tem uma vida de cão??



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Saúde Animal 24

O final de 2016 trouxe-me uma boa notícia: a criação da primeira linha telefónica de assistência em saúde veterinária, a “Saúde Animal 24”. O que quer dizer que agora quando o Cão tiver algum problema de saúde, esta linha pode ajudar a despistar situações médicas que podem ser resolvidas em casa, sem uma deslocação ao veterinário.

Podemos informar-nos por exemplo acerca das vacinas obrigatórias, viagens, intoxicações, nutrição, e até comportamento, sendo que o principal objectivo desta linha é ajudar a resolver dúvidas do quotidiano que muitas vezes surgem fora de horas ou que não se enquadram no propósito das consultas veterinárias, englobando quase todas as espécies de animais domésticos: cães, gatos, cavalos, hamsters, porquinhos de índia, periquitos, catatuas, répteis, etc.

É mais seguro ligar para esta linha do que ficarmos pela informação muitas vezes turva que a Internet nos dá, porque do outro lado da linha poderemos contar com profissionais que podem encaminhar os clientes para uma clínica ou hospital veterinário da sua freguesia de residência. Através de um telefonema, os médicos podem explicar a gravidade e complexidade de uma problema que por vezes pode passar despercebido aos donos, alertar para os principais cuidados de saúde e incentivar uma visita ao veterinário sempre que considerem necessário.

O que também me deixa feliz é o facto de esta linha ser uma mais valia para as populações isoladas que não têm um consultório por perto, permitindo-lhes o acesso a médicos veterinários. Alguns dados estatísticos preocupantes dizem-nos que cerca de 70% dos gatos e entre 30 e 40% dos cães nunca foram vistos por um veterinário.

A Saúde Animal 24 está disponível 24 horas por dia através do número 760 450 911, tendo um custo de 0,60€ + IVA, independentemente da sua duração. Quando se liga para o número da linha de saúde animal, uma mensagem de voz pede que a chamada seja desligada, uma vez que o serviço ligará de volta, fazendo com que a chamada não tenha restrições de duração ou custos acrescidos.





terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Cão Caçador

Domingo foi dia de longo passeio pelo campo. Até aqui nada de novo, tirando o facto que o Cão rodou por todas as cinco pessoas do grupo e conseguiu deixar todos completamente cansados! Ah pois é... Cada vez que apanhava o rasto de coelhos, javalis, ou até perdizes era um arrastão pegado, levando toda a gente atrás da trela, por entre poças de lama e mato, mostrando a todos o motivo de até a Rainha Isabel I ter uma matilha de Beagles para as suas caçadas!
Resultado: no final tivemos humanos exautos e de língua de fora e um Cão completamente feliz!




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

De volta à rotina!

Que venha de lá mais um ano, com tudo de bom, sempre acompanhado por muita saúde, muito amor e aqueles mimimis do costume...
Pois bem, eu e o Cão estivemos de férias e hoje é aquele dia que nem é e nem deixa ser, com o meu regresso ao trabalho e o Cão de volta à sua rotina. Hoje de certeza que quando chegar a casa vou ter um Cão um bocadinho emburrado e a postos para me ferrar o dente como que em tom de ralhete do tipo "onde é que estiveste até agora?".
Nestas férias estivemos quase sempre juntos, demos longos passeios pelo campo, fizemos sestas à lareira e dormimos até tarde. Aproveitamos para brincar e explorar o instinto caçador do canito, numa caça ao coelho (nenhum animal ficou ferido ou traumatizado com a experiência, garanto!).
Noto que o Cão está um mimado da pior espécie, cada vez mais fingido: chega a uivar e a chorar de sofrimento por não conseguir chegar ao presépio para o destruir.
De receitas não acrescentei nada de novo ao cardápio, para além de umas costeletas de borrego grelhadas que ele conseguiu roubar. E não fui só eu que enjoei o peru de Natal, o Cão também já torcia o nariz quando cheirava a taça e lá estavam restinhos de peito de peru. Blhek. Sim, o Cão também se viu obrigado a comer restos, mas devidamente seleccionados!
Nos próximos dias espera-nos uma pescadinha cozida com legumes para desenjoar e uma dieta rigorosa para abater a manta adiposa que ganhamos nos entretantos.

Na noite de Passagem de Ano a questão dos foguetes preocupava-me bastante, e por isso decidi passar a meia noite com ele. Apanhou um cagaço valente, mas até acho que se portou à altura! Valeu a pena estar ao lado dele para o acalmar e dar-lhe um abracinho de Ano Novo que será certamente de mudanças nas nossas vidas e de muita felicidade. Para isso basta estarmos juntos.

Feliz 2017!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Sou uma sortuda

Que nunca me digam que um cão só dá é trabalho e que não dá lucro nenhum, só despesa!
É verdade a parte da despesa, mas uma pessoa consciente quando decide ter um cão já deve estar preparada para isso. É exactamente igual a um filho: é preciso cuidar, tratar, limpar, educar, passear, brincar. Faz tudo parte da responsabilidade de termos alguém ao nosso cuidado, mas também tirar partido e prazer disso.
Que atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de atirar um filho pela janela. Em momentos de pura raiva, em que vejo uns sapatos novos todos roídos ou peças de roupa que mais gosto tudo rasgado pelo chão, penso em lhe abrir a porta da rua e deixá-lo ir à sua vidinha, morar debaixo da ponte para finalmente dar valor ao que tem! Óbvio que nunca faria isso. Assumo a decisão que tomei de ter um Cão. Arrependo-me às vezes por ter escolhido um Beagle, é uma raça que não é para qualquer dono. Quem tem um Beagle sabe do que falo. Mas agora é para ser até ao fim da vida, da minha ou da dele.
É indiscutível a ajuda que este Cão me tem dado, tem mostrado mais amor por mim do que qualquer amigo que tive até hoje. Tem sido o meu maior apoio e isto nunca se esquece, nem se deixa ficar para trás em circunstância alguma.
Neste Outono a coisa não tem andado fácil, sinto-me um bocadinho mais em baixo e a vontade de continuar a minha jornada não é a mesma. Ás vezes a coisa vacila. Mas o Cão está lá sempre para me fazer companhia e lembrar o que é amor e amizade de verdade. Afinal até sou uma sortuda.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Frango com ervilhas, e o furto da Feijoada...

Ervilhas, este é o Cão. Cão, estas são as ervilhas. Cumprimentem-se e dêem-se bem, por favor. Nada de constrangimentos.
Cão, espero que seja o início de uma bela amizade, dado que no passado fim de semana encontrei-te na casa da avó a comer uma Feijoada que elegantemente furtaste de cima da bancada da cozinha. Com chouriço, batata normal, cebola, alhos e tudo o que é suposto ser proibido na tua alimentação.
Aos teus olhos devo ser uma mãe negligente enquanto a tua avó é uma espécie de super-herói.

Tenho andado de olho em ti, mas apenas te noto uma pançola saliente e uns puns envergonhados, resultado da felicidade que tiveste nesse dia. Para além do saquinho do cocó, vou começar a andar com os comprimidos para a azia dentro da mala.
Just in case...


Frango com Ervilhas


Ingredientes

3 coxas de frango do campo
1/2 chávena de arroz integral
1 cabeça de nabo
2 cenouras médias
1/2 courgete
1 frasco grande de ervilhas
sal q.b.


Preparação

Num tacho largo colocar as coxas de frango, tapar com água e deixar cozer por 10 minutos após levantar fervura.
Tirar o frango, acrescentar água e quando começar a ferver adicionar o arroz integral. Depois de 10 minutos acrescentar todos os legumes cortados aos cubinhos e as ervilhas. Deixar cozinhar por mais 15 minutos. Passado esse tempo juntar o frango desfiado e sem ossos, cortado aos pedaços pequenos e uma pitadinha de sal. Cozer por mais 10 minutos.
Servir em porções à temperatura ambiente, com 1 colher de café de farinha de casca de ovo e um fio de azeite, se necessário.
Também se pode juntar ervas aromáticas a gosto, no momento de servir.

Pode-se congelar em porções diárias, aguenta até 1 mês no congelador.

Por tentar manter as propriedades da comida, deixo descongelar à temperatura ambiente. Por exemplo, tiro do congelador à noite para servir de manhã.
Evito ao máximo usar o microondas com a comida do Cão. E com a minha também...