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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O Cão 'El Chapo'

O Cão tornou-se um especialista em contornar tudo o que lhe seja um obstáculo à fuga. Impressionantes são as artimanhas que o patife encontra para se escapulir, sempre detalhadamente estudadas para que seja um verdadeiro quebra-cabeças descobrir como ele conseguiu fugir.
Mete o 'El Chapo' a um canto.

Acrescentar ainda que a casa dos meus pais foi toda vedada por causa deste diabrete de quatro patas.
Vedação essa que teve de sofrer várias obras de melhoramento, por causa de se mostrar pouco eficaz à causa. Vários buracos foram feitos por baixo e na própria vedação.
O meu Cão fazia buracos para sair, e o dos meus pais fazia buracos para entrar quando ficava "preso" do lado de fora. Um trabalho corporativo portanto.

A último plano de fuga consistiu em servir-se de todas as ferramentas possíveis e imaginárias para tentar chegar a um gato remeloso que viu passar para além da vedação da casa dos meus pais.
Começou por fazer cair um vaso de flores, que usou para subir para cima de um poço inactivo que tem uma tampa de alvenaria, daí subiu para uma mini estufa onde os meus pais tinham um "berçário" de pimentos para a horta destruindo tudo o que encontrou pela frente, saltou para cima do galinheiro e desencadeou um cacarejar de alvoroço na capoeira, um outro salto desengonçado por cima de uma nespereira e aterrou no chão depois de uns bons dois metros de altura rumo à liberdade.

Para apurar esta sequência digna de um Sherlock Holmes tive de arriscar e deixá-lo fazer tudo uma segunda vez.

O problema nestas fugas é que o desespero de não saber onde o Cão anda é grande demais. Uma dessas vezes fui encontrá-lo preso dentro de um barracão ao fim de uma hora sem saber dele, e ainda hoje me pergunto se a ideia era roubarem-no ou ligarem para o número que está na medalha que anda sempre na coleira dele. Fica a dúvida.


Zoom ao máximo para confirmar que estava a tentar passar por baixo do portão...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O Cão sombra

Aquele momento do dia em que saio do banho e preciso de dar uso ao tapete da casa de banho, mas o Cão teima em ser um verdadeiro ocupa!
E ali se mantém como um membro da Guarda Suíça a zelar por Sua Santidade, só para ter a certeza que não vou fugir pelo ralo, ou que vou baixar a guarda e deixar o puff, o rolo de papel higiénico ou a caixa dos cotonetes ao seu alcance.
Dizem os mais entendidos na matéria que isto dos nossos cães nos acompanharem até nos momentos mais privados do WC, é um enorme sinal de amor e confiança.
Do tipo " aconteça a m**** que acontecer, vou estar sempre ao teu lado!".
Já nem falo dos recorrentes momentos de alta concentração sanitária, em que o Cão aparece com a bola na boca a querer brincar.
Porque realmente, só sinto mesmo é amor quando estou na sanita e o Cão, com uns pacatos 18 Kg, se lembra de querer colo...

E ter isto todos os dias.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Alô Alô: daqui fala o Cão

Saudações caninas!

Por aqui anda tudo um bocadinho estranho, a minha humana está esquisita e eu já ouvi falar em qualquer coisa como infecção respiratória mas eu ando completamente maluco por a ter só para mim!
Mas não percebo porque é que não vou tantas vezes à rua passear, e quando vamos ela parece uma anormal toda enrolada em cachecóis, gorros e casacos que até me envergonha, e não me deixa passear num passo mais acelerado porque fica logo com os bofes à boca e a hiperventilar!
Enfim, para compensar já destruí uma data de coisas em casa e ultimamente o meu pitéu preferido é comer lenços ranhosos que resgato do lixo! Nhammmm!
Descobri ainda uma brincadeira nova: roubar caixinhas de cartão que aparecem em cima das bancadas da cozinha e fugir! A humana também entra na brincadeira e começa a correr atrás de mim! A essas caixas, ela chama qualquer coisa como "os meus medicamentos", acho eu...
A casa da avó também está a ter umas mudanças suspeitas, andam a vedar a herdade com redes que não me deixam explorar os campos e os pinhais à volta da casa deles, e o mais estranho é que ela ainda no outro dia me apertou as bochechas e falou em eu ir para lá passar umas férias com ela...
A humana anda um bocadinho lerda e com uma voz de bagaço, mas eu estou super feliz de tantos mimos que ando a receber!



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O espirro invertido

Há umas noites atrás, o Cão acordou-me de forma abrupta. Começou a fazer um barulho tipo um ronco compulsivo e aflitivo. Como é óbvio fiquei assustada, mas já sabia o que é que se passava porque numa ida de rotina à veterinária, ele já tinha feito isso e nesse dia perguntei logo o que é que se passava, dado que ele de vez em quando fazia aqueles roncos.

Ora bem, nada mais era do que um espirro. Mas um espirro invertido, pelos vistos usual em raças como bulldogs, boxers e outros cães de palato mole mais alongado.
No caso do Cão, isto acontece esporadicamente mas quando acontece parece que está com sérias dificuldades respiratórias e que vai morrer em poucos minutos!
A veterinária explicou que os sons que os cães emitem no espirro invertido é muito semelhante a um colapso da traqueia mas é de facto algo muito simples: enquanto num espirro normal o ar sai violentamente pelo nariz, no espirro invertido o ar é inalado para dentro de forma violenta, sendo um acontecimento normal que não requer qualquer tipo de tratamento.
Uma forma de aliviar o bicho é massajar a garganta do cão ou a cana do nariz para parar o espasmo, mas se a causa for alérgica e ocorra com muita frequência, o melhor será dar medicação adequada com prescrição do veterinário.

Talvez tenha de meter uma manta extra na cama, para sua excelência não se resfriar como eu, que desde o Natal que ando fanhosa e, depois de 4 idas ao médico e mais outra já marcada, estou com uma gripe oficialmente diagnosticada que me está a dar mais que fazer...
Mas também com o frio que tem estado uma mantinha a mais não faz mal nenhum!



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Não dorme e nem deixa dormir

Tem sido o problema ultimamente: é que não dorme e nem deixa dormir!
Há uns meses a esta parte, decidi que o Cão podia finalmente entrar no meu quarto. Depois de se ter conseguido escapar para o quarto por duas vezes e de ambas ter decidido "marcar o território" mesmo em cima da cama, passei um ano a proibir a entrada do Cão no quarto. Era o meu espaço e ele tinha de perceber isso.
Quando comecei a morar sozinha, deixava-me dormir no sofá em conchinha com o Cão, e acordava para fazer a transacção para a cama a altas horas da madrugada. Fosse a que horas fosse, o Cão ia para o quarto dele e eu ia para o meu. Muito choro e muitas raspadelas na porta do quarto do Cão cada vez que ele tinha de ir dormir.
Comecei a passar as noites no sofá só para dormir com o Cão, que se anichava a mim, e me mostrava um lado mimoso dele que eu desconhecia. Cheguei a acordar no sofá com a cabeça dele também na almofada e uma pata em cima de mim a garantir que eu não fugia.
Foi-me convencendo principalmente por eu ter pena de o deixar sozinho durante o dia e ainda durante a noite. Fui abrindo a porta do quarto para ver como é que ele se portava, e cada vez que saltava para cima da minha cama até dava saltos no ar de tão contente que estava.
Decidi experimentar e correu muito bem durante alguns meses equanto ele dormia aos pés da cama. Até umas noites atrás. Talvez por causa do fio, ora fuça no edredon para ir para baixo do quentinho, como parece que tem calor e vai para o chão. E isto repete-se uma noite inteirinha, porque me acorda quando fica com frio. Já para não falar que se deita em cima de mim, empurrando-me para uma ponta da cama para ele ficar todo esticado e com tudo dele. Quando me mexo ele ronca, como que a mostrar que o estou a incomodar.
Sei que quando o quiser voltar a meter a dormir no quarto dele vou ter um problema dos diabos.
Quando o despertador toca para me levantar está o belo senhor a ressonar à grande e pronto para dormir enquanto aqui a moura anda cheia de sono por causa destas noites atribuladas. E agora quem é que tem uma vida de cão??



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

De volta à rotina!

Que venha de lá mais um ano, com tudo de bom, sempre acompanhado por muita saúde, muito amor e aqueles mimimis do costume...
Pois bem, eu e o Cão estivemos de férias e hoje é aquele dia que nem é e nem deixa ser, com o meu regresso ao trabalho e o Cão de volta à sua rotina. Hoje de certeza que quando chegar a casa vou ter um Cão um bocadinho emburrado e a postos para me ferrar o dente como que em tom de ralhete do tipo "onde é que estiveste até agora?".
Nestas férias estivemos quase sempre juntos, demos longos passeios pelo campo, fizemos sestas à lareira e dormimos até tarde. Aproveitamos para brincar e explorar o instinto caçador do canito, numa caça ao coelho (nenhum animal ficou ferido ou traumatizado com a experiência, garanto!).
Noto que o Cão está um mimado da pior espécie, cada vez mais fingido: chega a uivar e a chorar de sofrimento por não conseguir chegar ao presépio para o destruir.
De receitas não acrescentei nada de novo ao cardápio, para além de umas costeletas de borrego grelhadas que ele conseguiu roubar. E não fui só eu que enjoei o peru de Natal, o Cão também já torcia o nariz quando cheirava a taça e lá estavam restinhos de peito de peru. Blhek. Sim, o Cão também se viu obrigado a comer restos, mas devidamente seleccionados!
Nos próximos dias espera-nos uma pescadinha cozida com legumes para desenjoar e uma dieta rigorosa para abater a manta adiposa que ganhamos nos entretantos.

Na noite de Passagem de Ano a questão dos foguetes preocupava-me bastante, e por isso decidi passar a meia noite com ele. Apanhou um cagaço valente, mas até acho que se portou à altura! Valeu a pena estar ao lado dele para o acalmar e dar-lhe um abracinho de Ano Novo que será certamente de mudanças nas nossas vidas e de muita felicidade. Para isso basta estarmos juntos.

Feliz 2017!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Sou uma sortuda

Que nunca me digam que um cão só dá é trabalho e que não dá lucro nenhum, só despesa!
É verdade a parte da despesa, mas uma pessoa consciente quando decide ter um cão já deve estar preparada para isso. É exactamente igual a um filho: é preciso cuidar, tratar, limpar, educar, passear, brincar. Faz tudo parte da responsabilidade de termos alguém ao nosso cuidado, mas também tirar partido e prazer disso.
Que atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de atirar um filho pela janela. Em momentos de pura raiva, em que vejo uns sapatos novos todos roídos ou peças de roupa que mais gosto tudo rasgado pelo chão, penso em lhe abrir a porta da rua e deixá-lo ir à sua vidinha, morar debaixo da ponte para finalmente dar valor ao que tem! Óbvio que nunca faria isso. Assumo a decisão que tomei de ter um Cão. Arrependo-me às vezes por ter escolhido um Beagle, é uma raça que não é para qualquer dono. Quem tem um Beagle sabe do que falo. Mas agora é para ser até ao fim da vida, da minha ou da dele.
É indiscutível a ajuda que este Cão me tem dado, tem mostrado mais amor por mim do que qualquer amigo que tive até hoje. Tem sido o meu maior apoio e isto nunca se esquece, nem se deixa ficar para trás em circunstância alguma.
Neste Outono a coisa não tem andado fácil, sinto-me um bocadinho mais em baixo e a vontade de continuar a minha jornada não é a mesma. Ás vezes a coisa vacila. Mas o Cão está lá sempre para me fazer companhia e lembrar o que é amor e amizade de verdade. Afinal até sou uma sortuda.




sábado, 3 de dezembro de 2016

Friday Night Fever

"Ó tu aí que me dás comida e que me apanhas os cocós: Podes dizer à Avó que o cachecol que ela te fez com tanto amor e carinho, realmente é quentinho e revelou-se um brinquedo do caraças! E sim, consigo abrir o armário e tirar de lá brinquedos muito parecidos com este!"
Ass: Cão


Agora quero ver como é que descalço a bota quando a minha mãe me perguntar porque é que eu não uso o cachecol... Neste momento é apenas um rolhão de lã.
E como é que eu faço para ter um armário anti-Beagle...
Só para que conste, a foto foi tirada no único segundo que ele esteve quieto entre pulos e rosnadelas enquanto eu tentava (sem sucesso como se veio a notar) resgatar o pobre coitado do cachecol.
O ar de tresloucado diz tudo.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte II

Ora bem, há dias em que ando com a cabeça no ar, chego tarde a casa, deixo-me dormir no sofá assim que acabo de jantar, cansada do trabalho, dos meus pensamentos e do lufa lufa do dia-a-dia.
Há mesmo dias de cão, e ultimamente tenho tido uns quantos...
No meio do cansaço tenho que ter tempo para brincadeiras e passeios com o Cão e para limpar os aposentos dele todos os dias, mas entre refeições para ele e refeições para mim algumas coisas vão ficando para trás.
Na volta esqueço-me de descongelar a comida para ele quando não tenho oportunidade de lhe fazer a comidinha. Esta semana voltou a acontecer.
Mais uma vez tive de fazer uma grande ginástica imaginativa da pouca que tenho disponível de manhã.
As minhas manhãs são todas em piloto automático e quando alguma coisa me fura o esquema, entro em colapso nervoso e já fico com um olho com chiliques saltitantes o resto do dia...


Refeição do desenrasca - Parte II


1 chávena de arroz integral cozido
1/2 maçã com casca, ralada ou em cubinhos
1 cenoura pequena ralada
1 peito de frango desfiado (sobras de frango assado)
1 fio de azeite
água quente


Basicamente é juntar tudo numa taça e mexer bem, para que a água aqueça os outros ingredientes, e servir sua majestade quando estiver tudo à nossa temperatura corporal.
Para saber se está à nossa temperatura corporal basta colocar um pouquinho da comida/líquido na parte de dentro do pulso. Se acharmos que está muito quente é porque está acima da temperatura do nosso corpo.

Inspirei-me nas dicas dadas pelas autoras do ABCão.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte I

Segunda-feira de manhã. Dia de trabalho. Deixo-me dormir. Acordar, ir ao frigorífico e perceber que me esqueci de descongelar comida para o Cão na noite anterior. Tão bom... E o Cão a olhar-me fixamente como que a condenar-me pela negligência parental.
Olho para o relógio e já estou atrasada, entre banho, secar cabelo, vestir, calçar sem me voltar a esquecer que as meias são primeiro que os sapatos, arranjar marmitas e lanches para o trabalho, e o Cão continua a julgar-me.
Rapidamente atiro  o que me vou lembrando para dentro de uma panelinha. Deixo arrefecer e surpreendo o Cão com uma super refeição para começar bem o dia!
O meu pequeno-almoço? Bem, esse é atirado para dentro do saco do trabalho porque já não há tempo para mordomias. Nem um cafézinho amigo...



Refeição do desenrasca - Parte I

Ingredientes:
50gr de esparguete integral
2 punhados de espinafres biológicos
1 cenoura média aos cubos
1 ovo biológico
1 peito de frango pequeno aos cubos
1 fio de azeite
1 pitadinha de sal

Preparação:
Basicamente atirar todos os ingredientes para dentro de uma panelinha e deixar cozer porque o relógio está a contar! Claro que só junto o esparguete partido aos bocadinhos e o ovo no fim da água estar a ferver.
Sirvo para um prato para deixar arrefecer e junto um fiozinho de azeite.
Servir quando estiver à volta dos 30ºC, e na gamela devida...

Nada mal, pois não?



terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cão Friorento

Ele pode estar o roncar no sofá, mergulhado num sono profundo a sonhar que está a correr pelo monte enquanto dá às patas com um ladrar atabalhoado de nariz enfiado no braço do sofá, mas quando ouve o som do ventilador da casa de banho parece que ganha molas nas patas e vai logo a correr para o tapete da casa de banho anichar-se como se fosse uma lagarta enrolada.
Mas se lhe tentar vestir uma camisola, ele faz-se de morto e recusa-se a pôr-se de pé. O bicho tem uma dignidade a manter.
Enfim, ao que parece vem aí o frio e desta vez diz que é para valer! Prevê-se a descida acentuada das temperaturas e nunca é demais relembrar os cuidados que devemos ter:


www.portaldodog.com.br

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cão azeiteiro

Viver com um cão é uma aventura constante. Todos os dias são diferentes e trazem sempre qualquer coisa de novo. Ontem foi só mais uma proeza canídea. Uma de tantas outras que já passaram e mais umas quantas que ainda estão por vir.
Este título podia ser por o Cão usar um fio de ouro ao pescoço, um cachucho no dedo mindinho, palito ao canto da boca a ouvir musica pimba. Mas não.
Já não é novidade para quem me visita que o Cão adora mostrar que sabe subir acima da bancada da cozinha. Super higiénico, certo? Valha-me o Dettol desifectante.
Estou eu a fazer o jantar para mim e a comida de sua Majestade o Cão, e vai que é o momento indicado para inspeccionar o que se passa na bancada, e que petisco se pode roubar. Objecto estranho e que cria obstáculo nessa descoberta: uma garrafa de azeite. Novinha.
Já dá para perceber o que aconteceu a seguir: cão a escorregar pela bancada, vidros espalhados por todo o lado, pedra da cozinha devidamente azeitada, móvel bem oleado, chão a luzir do azeite derramado, sofá às pintas pela frente e com grandes nódoas atrás. O papel absorvente a tentar resolver a situação enquanto desfolho o rolo em grande velocidade e vou metendo os papéis cheios de azeite para o lixo. O Cão que está a ir ao lixo buscar esses papéis para brincar e espalhar pelo tapete da sala. As marcas de patinhas de azeite pelo soalho. O azeite que continua a escorrer em cascata, da bancada para o chão. A panela com a comida do Cão que arrufa e se espalha pelo fogão. Eu que perco as estribeiras e começo a gritar com ele. Ele que por sua vez começa a ladrar e entra numa dança ao estilo de sapateado flamenco em cima da poça de azeite.
O momento em que chego a pensar que a minha vida sem o Cão era bem mais fácil e calma, e a minha casa bem mais limpinha e arrumada.
Era mais fácil, mas não era a mesma coisa...
Acho que vou andar até ao Natal a limpar azeite debaixo da bancada...


Shame on you.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O Cão fugitivo

Este fim-de-semana tive "O" susto com o Cão. A valer!
No último ano andei a tentar ensinar o Cão a não ir para muito longe da casa dos avós e a tirar-lhe a trela aos pouquinhos, sempre atrás dele para não se afastar muito.
Um ano a tentar habituar o Cão a isto: noção de localização.
Este fim-de-semana fomos até a casa dos avós. Até aí nada de novo. Como de costume, e em seguimento do voto de confiança que eu já lhe tinha dado, o Cão andava pela rua a correr e a brincar sem a trela. Ele nunca fugiu dali e podia até desaparecer por uns momentos mas quando o chamava ele aparecia logo, ou era ele que me procurava para ver se eu não tinha fugido. Tranquilo...
Mas este fim-de-semana borrou a pintura toda.
Eu estava em casa e ele andava na rua a explorar, volta na volta eu espreitava à janela para ver onde ele andava. Até que espreitei uma vez, duas, três vezes e nada de Cão no horizonte! Peguei logo na trela e fui para a rua chamá-lo. Nada. Os meus pais, que são super preocupados com o neto, também não sabiam dele. Procurei em todo o terreno e nem sinal. Só podia ter saltado o muro! Fui para a estrada, corri rua abaixo e rua acima, sempre a chamar por ele e não apareceu. Aí comecei a panicar. Literalmente em pânico, a hiperventilar, as mãos a ficarem suadas e geladas, agoniada, mal disposta e os olhos a não se fixarem em nenhum ponto, mas a querer olhar para todos os sítios possíveis no menor espaço de tempo possível.
Passaram uns horríveis 50 minutos sem saber o que fazer, onde ir, aonde procurar. Um desespero agonizante. O incómodo de ter a vista embaciada e não conseguir ver bem por causa das lágrimas. O "porquê?" a matutar-me na cabeça.
Tocou o telemóvel.
Ele estava a "salvo do mundo" na casa de uma senhora, já dono e senhor do sofá e merecedor do descanso da viagem feita em 4 patas. A um quilómetro da casa dos meus pais, numa rua paralela. Não consegui falar quando o vi, só soluçar.
Vou ficar para sempre grata pelo telefonema, pela medalha com o número de telefone que ele usa impreterivelmente ao pescoço. Pelo Cão ser tão afável e bem disposto quando só me apetecia estrangulá-lo. Estivemos só pouco mais de uma hora sem saber um do outro, mas pareceu uma eternidade. Parece insignificante, mas a verdade é que se não fosse pela medalha de identificação esta história seria mais longa de certeza. Para já o Cão vadio está de castigo e para mim é o Cão mais feio do mundo! Eu já sabia, mas agora ainda tive mais certeza que não posso viver sem ele... Se foi isto com um cão, nem quero imaginar a dor das mães quando lhes acontece o mesmo com os filhos...

O Fugitivo. Cão Feio.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Dia Mundial do Cão

Diz que hoje é o Dia Mundial do Cão....
A Sério?!
É que para mim todos os dias penso nele. Todos os dias estou com ele. E brinco com ele. E dou-lhe brinquedos e petiscos. Todos os dias o passeio. E tiro-lhe fotos contra a vontade dele. E ele morde-me. Mas pelos vistos, existe quem se lembre disso e só tire fotos com os respectivos patudos neste dia. Porque é o Dia Mundial do Cão. Porque fica giro tirar selfies com eles neste dia e postar com uma declaração de afecto. Os outros dias não contam. Eles não entram nas fotos de família. Não se fala sobre eles. Não há tempo para lhes dar carinho e atenção. Muitas vezes não há tempo para perceber que estão doentes. Nem para levarem as vacinas básicas, ou muito menos saberem o nome das doenças mais comuns nos cães. Mas mesmo assim brinda-se a este dia.

Para mim todos os dias são Dia do Cão.
E alguns são apenas dias de cão. Mas isso é outra história.