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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O Cão 'El Chapo'

O Cão tornou-se um especialista em contornar tudo o que lhe seja um obstáculo à fuga. Impressionantes são as artimanhas que o patife encontra para se escapulir, sempre detalhadamente estudadas para que seja um verdadeiro quebra-cabeças descobrir como ele conseguiu fugir.
Mete o 'El Chapo' a um canto.

Acrescentar ainda que a casa dos meus pais foi toda vedada por causa deste diabrete de quatro patas.
Vedação essa que teve de sofrer várias obras de melhoramento, por causa de se mostrar pouco eficaz à causa. Vários buracos foram feitos por baixo e na própria vedação.
O meu Cão fazia buracos para sair, e o dos meus pais fazia buracos para entrar quando ficava "preso" do lado de fora. Um trabalho corporativo portanto.

A último plano de fuga consistiu em servir-se de todas as ferramentas possíveis e imaginárias para tentar chegar a um gato remeloso que viu passar para além da vedação da casa dos meus pais.
Começou por fazer cair um vaso de flores, que usou para subir para cima de um poço inactivo que tem uma tampa de alvenaria, daí subiu para uma mini estufa onde os meus pais tinham um "berçário" de pimentos para a horta destruindo tudo o que encontrou pela frente, saltou para cima do galinheiro e desencadeou um cacarejar de alvoroço na capoeira, um outro salto desengonçado por cima de uma nespereira e aterrou no chão depois de uns bons dois metros de altura rumo à liberdade.

Para apurar esta sequência digna de um Sherlock Holmes tive de arriscar e deixá-lo fazer tudo uma segunda vez.

O problema nestas fugas é que o desespero de não saber onde o Cão anda é grande demais. Uma dessas vezes fui encontrá-lo preso dentro de um barracão ao fim de uma hora sem saber dele, e ainda hoje me pergunto se a ideia era roubarem-no ou ligarem para o número que está na medalha que anda sempre na coleira dele. Fica a dúvida.


Zoom ao máximo para confirmar que estava a tentar passar por baixo do portão...

domingo, 20 de maio de 2018

Uma Lapa no Cão


Depois de uns cagaços, comecei a martelar a cabeça a tentar arranjar uma forma de conseguir localizar o Cão durante as fugas. A oferta de mercado não me parecia muito vasta e o que fui encontrando passava por equipamentos muito grandes, com pouca durabilidade e muito pesados para a minha recatada carteira. Conformei-me que apesar de muito avançada em determinados campos, a tecnologia não conseguia ainda atender às minha necessidades.

Numa leitura a um artigo acerca das startups portuguesas de maior sucesso apresentadas na Web Summit, descobri que uma empresa chamada Lapa Studio havia sido uma dessas startups e que a sua participação nesse certame já lhe tinha valido uma duplicação de facturação pela criação de um dispositivo a que deram o nome de "Lapa".

Ora bem, vou tentar explicar isto de uma forma simples: uma Lapa é nem mais nem menos do que um dispositivo de 3x3cm que se acopla ao objecto que não queremos perder ou deixar para trás esquecido (p.e. chaves, carteira, telemóvel, mala de viagem, sombrinha, criança, cão, gato,  etc.) que através de uma app instalada no nosso smartphone estabelece a ligação ao dispositivo/objecto por bluetooth, indicando a distância a que estamos do dispositivo e onde foi detectado pela última vez. O dispositivo por sua vez, quando é localizado emite um sinal luminoso e um sonoro para facilitar o encontro com o detentor do smartphone.
A pensar ainda nas crianças e nos animais de estimação, a Lapa Studio criou uma pulseira para as crianças e um acessório de coleira para os animais.

Se a ideia vos interessar podem tentar saber mais aqui: https://findlapa.com/

Achei a ideia genial, procurei onde é que se vendia e passada uma semana já tinha a minha Lapa para pôr na coleira do Cão, junto à medalha.


Para já nada a apontar a este gadget, felizmente ainda não tive oportunidade para experimentar em situações de real aperto, mas a Lapa diz conseguir identificar o dispositivo com alcance até 60 metros do smartphone, pelo que continuo em modo de testes ao equipamento.






sexta-feira, 18 de maio de 2018

Bolo de aniversário para Cão e o medo das velas

No passado dia 10 de Abril, foi dia de celebrar as 3 Primaveras do Cão mais destrambelhado do mundo: o meu.
A receita já não é novidade aqui por casa, embora desta vez tenha feito umas pequenas adaptações com o que tinha na despensa. Em todo o caso, segue a receita original e à frente as alterações que fiz:

·         1 ovo
·         ½ chávena de manteiga amendoim
·         ¼ chávena de óleo vegetal (substitui por óleo de côco)
·         1 colher de chá de extrato de baunilha
·         1/3 chávena de mel
·         1 chávena de cenoura ralada (substitui por maçã reineta ralada)
·         1 chávena de farinha integral (substitui po farinha de arroz e aveia)
·         1 colher de chá de fermento em pó ou bicarbonato de sódio

Pré-aquecer o forno a 180 graus.
Untar uma forma (a minha deve ter uns 14cm de diâmetro) com azeite e forrar o fundo com papel vegetal para evitar ficar com o fundo colado à forma.
Numa taça misturar o ovo, a manteiga de amendoim, o óleo, a baunilha e o mel.
Juntar a cenoura ralada e aos poucos adicionar a farinha e o bicarbonato/fermento até estar tudo bem misturado.
Deitar numa forma pequena e deixar cozer por 20 minutos mais coisa menos coisa (fazer o teste do palito para ter a certeza que está cozido).

Desenformar e deixar arrefecer sobre uma rede.

Cortar ao meio e rechear com o que apetecer dentro dos alimentos permitidos, como por exemplo: manteiga de amendoim, manteiga normal (de preferência de pasto) ou até patê para cão.
Neste caso usei queijo creme com um fio de mel por cima porque a ideia era partilhar o bolo com os humanos. 

Enfim, tudo é alheio ao Cão e quer lá ele saber se é o dia de aniversário dele ou não. Até se acenderem as velas. É vê-lo a transformar-se num autêntico Houdini e fazer-se desaparecer quase instantaneamente. Ainda pensei em meter um foguete no bolo, mas para evitar possíveis ataques cardíacos, achei por bem evitar.

De prendas recebeu: duas bolas de ténis, um brinquedo de corda e um Dentastix gigante.
Como não é um Cão de grandes pretensões, a prenda preferida dele foi uma garrafa de água vazia com tampa. E sim, aqui a tampa faz toda a diferença. É a tampa que faz aquele brinquedo barulhento valer a pena.


Entretanto é com lamento que informo que estas prendas tragicamente se juntaram dias depois a todos os outros brinquedos que ele já teve: No Céu dos brinquedos do meu Cão.


As velas: mundialmente conhecidas como impiedosas assassinas de cães.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O Cão sombra

Aquele momento do dia em que saio do banho e preciso de dar uso ao tapete da casa de banho, mas o Cão teima em ser um verdadeiro ocupa!
E ali se mantém como um membro da Guarda Suíça a zelar por Sua Santidade, só para ter a certeza que não vou fugir pelo ralo, ou que vou baixar a guarda e deixar o puff, o rolo de papel higiénico ou a caixa dos cotonetes ao seu alcance.
Dizem os mais entendidos na matéria que isto dos nossos cães nos acompanharem até nos momentos mais privados do WC, é um enorme sinal de amor e confiança.
Do tipo " aconteça a m**** que acontecer, vou estar sempre ao teu lado!".
Já nem falo dos recorrentes momentos de alta concentração sanitária, em que o Cão aparece com a bola na boca a querer brincar.
Porque realmente, só sinto mesmo é amor quando estou na sanita e o Cão, com uns pacatos 18 Kg, se lembra de querer colo...

E ter isto todos os dias.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Alô Alô: daqui fala o Cão

Saudações caninas!

Por aqui anda tudo um bocadinho estranho, a minha humana está esquisita e eu já ouvi falar em qualquer coisa como infecção respiratória mas eu ando completamente maluco por a ter só para mim!
Mas não percebo porque é que não vou tantas vezes à rua passear, e quando vamos ela parece uma anormal toda enrolada em cachecóis, gorros e casacos que até me envergonha, e não me deixa passear num passo mais acelerado porque fica logo com os bofes à boca e a hiperventilar!
Enfim, para compensar já destruí uma data de coisas em casa e ultimamente o meu pitéu preferido é comer lenços ranhosos que resgato do lixo! Nhammmm!
Descobri ainda uma brincadeira nova: roubar caixinhas de cartão que aparecem em cima das bancadas da cozinha e fugir! A humana também entra na brincadeira e começa a correr atrás de mim! A essas caixas, ela chama qualquer coisa como "os meus medicamentos", acho eu...
A casa da avó também está a ter umas mudanças suspeitas, andam a vedar a herdade com redes que não me deixam explorar os campos e os pinhais à volta da casa deles, e o mais estranho é que ela ainda no outro dia me apertou as bochechas e falou em eu ir para lá passar umas férias com ela...
A humana anda um bocadinho lerda e com uma voz de bagaço, mas eu estou super feliz de tantos mimos que ando a receber!



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O espirro invertido

Há umas noites atrás, o Cão acordou-me de forma abrupta. Começou a fazer um barulho tipo um ronco compulsivo e aflitivo. Como é óbvio fiquei assustada, mas já sabia o que é que se passava porque numa ida de rotina à veterinária, ele já tinha feito isso e nesse dia perguntei logo o que é que se passava, dado que ele de vez em quando fazia aqueles roncos.

Ora bem, nada mais era do que um espirro. Mas um espirro invertido, pelos vistos usual em raças como bulldogs, boxers e outros cães de palato mole mais alongado.
No caso do Cão, isto acontece esporadicamente mas quando acontece parece que está com sérias dificuldades respiratórias e que vai morrer em poucos minutos!
A veterinária explicou que os sons que os cães emitem no espirro invertido é muito semelhante a um colapso da traqueia mas é de facto algo muito simples: enquanto num espirro normal o ar sai violentamente pelo nariz, no espirro invertido o ar é inalado para dentro de forma violenta, sendo um acontecimento normal que não requer qualquer tipo de tratamento.
Uma forma de aliviar o bicho é massajar a garganta do cão ou a cana do nariz para parar o espasmo, mas se a causa for alérgica e ocorra com muita frequência, o melhor será dar medicação adequada com prescrição do veterinário.

Talvez tenha de meter uma manta extra na cama, para sua excelência não se resfriar como eu, que desde o Natal que ando fanhosa e, depois de 4 idas ao médico e mais outra já marcada, estou com uma gripe oficialmente diagnosticada que me está a dar mais que fazer...
Mas também com o frio que tem estado uma mantinha a mais não faz mal nenhum!



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Não dorme e nem deixa dormir

Tem sido o problema ultimamente: é que não dorme e nem deixa dormir!
Há uns meses a esta parte, decidi que o Cão podia finalmente entrar no meu quarto. Depois de se ter conseguido escapar para o quarto por duas vezes e de ambas ter decidido "marcar o território" mesmo em cima da cama, passei um ano a proibir a entrada do Cão no quarto. Era o meu espaço e ele tinha de perceber isso.
Quando comecei a morar sozinha, deixava-me dormir no sofá em conchinha com o Cão, e acordava para fazer a transacção para a cama a altas horas da madrugada. Fosse a que horas fosse, o Cão ia para o quarto dele e eu ia para o meu. Muito choro e muitas raspadelas na porta do quarto do Cão cada vez que ele tinha de ir dormir.
Comecei a passar as noites no sofá só para dormir com o Cão, que se anichava a mim, e me mostrava um lado mimoso dele que eu desconhecia. Cheguei a acordar no sofá com a cabeça dele também na almofada e uma pata em cima de mim a garantir que eu não fugia.
Foi-me convencendo principalmente por eu ter pena de o deixar sozinho durante o dia e ainda durante a noite. Fui abrindo a porta do quarto para ver como é que ele se portava, e cada vez que saltava para cima da minha cama até dava saltos no ar de tão contente que estava.
Decidi experimentar e correu muito bem durante alguns meses equanto ele dormia aos pés da cama. Até umas noites atrás. Talvez por causa do fio, ora fuça no edredon para ir para baixo do quentinho, como parece que tem calor e vai para o chão. E isto repete-se uma noite inteirinha, porque me acorda quando fica com frio. Já para não falar que se deita em cima de mim, empurrando-me para uma ponta da cama para ele ficar todo esticado e com tudo dele. Quando me mexo ele ronca, como que a mostrar que o estou a incomodar.
Sei que quando o quiser voltar a meter a dormir no quarto dele vou ter um problema dos diabos.
Quando o despertador toca para me levantar está o belo senhor a ressonar à grande e pronto para dormir enquanto aqui a moura anda cheia de sono por causa destas noites atribuladas. E agora quem é que tem uma vida de cão??



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Cão Caçador

Domingo foi dia de longo passeio pelo campo. Até aqui nada de novo, tirando o facto que o Cão rodou por todas as cinco pessoas do grupo e conseguiu deixar todos completamente cansados! Ah pois é... Cada vez que apanhava o rasto de coelhos, javalis, ou até perdizes era um arrastão pegado, levando toda a gente atrás da trela, por entre poças de lama e mato, mostrando a todos o motivo de até a Rainha Isabel I ter uma matilha de Beagles para as suas caçadas!
Resultado: no final tivemos humanos exautos e de língua de fora e um Cão completamente feliz!




sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Sou uma sortuda

Que nunca me digam que um cão só dá é trabalho e que não dá lucro nenhum, só despesa!
É verdade a parte da despesa, mas uma pessoa consciente quando decide ter um cão já deve estar preparada para isso. É exactamente igual a um filho: é preciso cuidar, tratar, limpar, educar, passear, brincar. Faz tudo parte da responsabilidade de termos alguém ao nosso cuidado, mas também tirar partido e prazer disso.
Que atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de atirar um filho pela janela. Em momentos de pura raiva, em que vejo uns sapatos novos todos roídos ou peças de roupa que mais gosto tudo rasgado pelo chão, penso em lhe abrir a porta da rua e deixá-lo ir à sua vidinha, morar debaixo da ponte para finalmente dar valor ao que tem! Óbvio que nunca faria isso. Assumo a decisão que tomei de ter um Cão. Arrependo-me às vezes por ter escolhido um Beagle, é uma raça que não é para qualquer dono. Quem tem um Beagle sabe do que falo. Mas agora é para ser até ao fim da vida, da minha ou da dele.
É indiscutível a ajuda que este Cão me tem dado, tem mostrado mais amor por mim do que qualquer amigo que tive até hoje. Tem sido o meu maior apoio e isto nunca se esquece, nem se deixa ficar para trás em circunstância alguma.
Neste Outono a coisa não tem andado fácil, sinto-me um bocadinho mais em baixo e a vontade de continuar a minha jornada não é a mesma. Ás vezes a coisa vacila. Mas o Cão está lá sempre para me fazer companhia e lembrar o que é amor e amizade de verdade. Afinal até sou uma sortuda.




quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Trela ou Peitoral?

Desde o primeiro momento como dona de um Cão, que decidi que só lhe ia colocar peitorais. A ideia de ver o meu Cão preso a uma trela ao pescoço como uma besta, ou um animal feroz feria-me os pensamentos. E para além do mais, sempre considerei os peitorais bem mais confortáveis para os cães, para os donos e muito mais elegantes e charmosos do que a trela de pescoço.
Sempre achei que ao ver um cão com um peitoral já lhe estava implícito o amor, a preocupação e a vaidade do dono!
Para o enxoval do Cão comprei um primeiro peitoral que pareciam umas cuecas invertidas, vermelho e em pele, e que segundo os entendidos da marca proporcionava maior conforto ao dono e ao cão.  Pois bem: fui enganada. Aquilo era tudo menos confortável. Cheguei a chamar o Cão de o "Fugas", porque nos primeiros passeios, a tentar que ele percebesse que tinha de ir onde eu ia, ele emburrava e fincava as patas enquanto eu ao puxar, lhe despia o peitoral e só já o conseguia ver a caminho da liberdade. Foram uns tempos de sofrimento, enquanto esperava que ele crescesse para lhe comprar outro. Lá comprei um segundo peitoral que prendia ao pescoço e na barriga, com o arnês a meio do dorso. Mais um que não era anti-fugas nem anti-birras... Já nem para falar, que por esta altura o cão já estava a ficar adulto e cheio de força para me puxar. Por causa dos puxões, ainda tive de andar muito tempo a pôr pomada num ombro, que inflamou por causa das constantes investidas. Até de joelhos esfolados cheguei a andar, por ser arrastada por ele. E sim, é só um Beagle mas tem a força de mil bois...
Decidi que os passeios com o Cão, principalmente os do final do dia, tinham de ser relaxantes para mim e não dolorosos como andavam a ser.
Investi num peitoral tipo "Julius-K9", o suposto supra-sumo dos peitorais, o melhor dos melhores, os únicos e os inconfundíveis! Com bandas laterais para colocar o nome e personalizar, com a banda da frente em material reflector, e interior forrado a pelinho. Era mais confortável para mim, e os puxões eram amortecidos pela faixa frontal que lhe ficava no peito, mas para ele torna-se mais fácil de me arrastar e de fazer força, como se de uma carroça se tratasse. A minha mão ficava dormente de fazer tanta força a agarrar a trela.
Quando o Cão fez 1 ano, ofereci-lhe como prenda de aniversário uma aula de comportamento, direccionada ao passeio. A fera revelou-se. Foi um festival de pinotes ser ao contrariado pelo treinador! Ao fim de 1 hora de tourada, lá acalmou pelo cansaço. O treinador aconselhou-me a usar trela de pescoço e a pôr de parte os peitorais, começando a transição por uma trela estranguladora. Caiu-me tudo aos pés... Ora eu, que não usava trela no pescoço por achar horrível, tinha agora de usar uma coisa muito pior: uma trela estranguladora! E usei, e fiz muito bem. Ele aprendeu a caminhar ao meu lado e a respeitar-me mais. Agora uso-lhe a trela no pescoço e um lencinho com a medalha de identificação.
And I like it.
Mas isto da trela ou peitoral tem muito que se lhe diga e há diversas opiniões acerca do assunto. Eu apenas posso partilhar a minha opinião, nada é generalizado porque cada caso é um caso, e o que é o ideal para mim pode ser um pesadelo para outro dono. É ir por tentativas até encontrar o que é mais confortável para cão e dono.


O primeiro peitoral, as tais "cuecas invertidas"

http://www.tiendanimal.pt/arnes-para-caes-macleather-classic-vermelho-p-7066.html
O Cão com a birra, e o segundo peitoral

http://www.petcity.pt/pt/coleirastrelasacaimes/421-peitoral-nylon-ajustavel.html#/peitoral_em_nylon_cor-vermelho/peitoral_em_nylon-peitoral_s_m_40_65cm_15mm
O super peitoral que nada resolveu

http://www.tiendanimal.pt/arnes-acolchoado-teflon-para-caes-robustos-p-5848.html
O melhor até agora: a trela simples
by loja dos chinocas lá do bairro


sábado, 3 de dezembro de 2016

Friday Night Fever

"Ó tu aí que me dás comida e que me apanhas os cocós: Podes dizer à Avó que o cachecol que ela te fez com tanto amor e carinho, realmente é quentinho e revelou-se um brinquedo do caraças! E sim, consigo abrir o armário e tirar de lá brinquedos muito parecidos com este!"
Ass: Cão


Agora quero ver como é que descalço a bota quando a minha mãe me perguntar porque é que eu não uso o cachecol... Neste momento é apenas um rolhão de lã.
E como é que eu faço para ter um armário anti-Beagle...
Só para que conste, a foto foi tirada no único segundo que ele esteve quieto entre pulos e rosnadelas enquanto eu tentava (sem sucesso como se veio a notar) resgatar o pobre coitado do cachecol.
O ar de tresloucado diz tudo.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cão Friorento

Ele pode estar o roncar no sofá, mergulhado num sono profundo a sonhar que está a correr pelo monte enquanto dá às patas com um ladrar atabalhoado de nariz enfiado no braço do sofá, mas quando ouve o som do ventilador da casa de banho parece que ganha molas nas patas e vai logo a correr para o tapete da casa de banho anichar-se como se fosse uma lagarta enrolada.
Mas se lhe tentar vestir uma camisola, ele faz-se de morto e recusa-se a pôr-se de pé. O bicho tem uma dignidade a manter.
Enfim, ao que parece vem aí o frio e desta vez diz que é para valer! Prevê-se a descida acentuada das temperaturas e nunca é demais relembrar os cuidados que devemos ter:


www.portaldodog.com.br

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cão azeiteiro

Viver com um cão é uma aventura constante. Todos os dias são diferentes e trazem sempre qualquer coisa de novo. Ontem foi só mais uma proeza canídea. Uma de tantas outras que já passaram e mais umas quantas que ainda estão por vir.
Este título podia ser por o Cão usar um fio de ouro ao pescoço, um cachucho no dedo mindinho, palito ao canto da boca a ouvir musica pimba. Mas não.
Já não é novidade para quem me visita que o Cão adora mostrar que sabe subir acima da bancada da cozinha. Super higiénico, certo? Valha-me o Dettol desifectante.
Estou eu a fazer o jantar para mim e a comida de sua Majestade o Cão, e vai que é o momento indicado para inspeccionar o que se passa na bancada, e que petisco se pode roubar. Objecto estranho e que cria obstáculo nessa descoberta: uma garrafa de azeite. Novinha.
Já dá para perceber o que aconteceu a seguir: cão a escorregar pela bancada, vidros espalhados por todo o lado, pedra da cozinha devidamente azeitada, móvel bem oleado, chão a luzir do azeite derramado, sofá às pintas pela frente e com grandes nódoas atrás. O papel absorvente a tentar resolver a situação enquanto desfolho o rolo em grande velocidade e vou metendo os papéis cheios de azeite para o lixo. O Cão que está a ir ao lixo buscar esses papéis para brincar e espalhar pelo tapete da sala. As marcas de patinhas de azeite pelo soalho. O azeite que continua a escorrer em cascata, da bancada para o chão. A panela com a comida do Cão que arrufa e se espalha pelo fogão. Eu que perco as estribeiras e começo a gritar com ele. Ele que por sua vez começa a ladrar e entra numa dança ao estilo de sapateado flamenco em cima da poça de azeite.
O momento em que chego a pensar que a minha vida sem o Cão era bem mais fácil e calma, e a minha casa bem mais limpinha e arrumada.
Era mais fácil, mas não era a mesma coisa...
Acho que vou andar até ao Natal a limpar azeite debaixo da bancada...


Shame on you.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O Cão fugitivo

Este fim-de-semana tive "O" susto com o Cão. A valer!
No último ano andei a tentar ensinar o Cão a não ir para muito longe da casa dos avós e a tirar-lhe a trela aos pouquinhos, sempre atrás dele para não se afastar muito.
Um ano a tentar habituar o Cão a isto: noção de localização.
Este fim-de-semana fomos até a casa dos avós. Até aí nada de novo. Como de costume, e em seguimento do voto de confiança que eu já lhe tinha dado, o Cão andava pela rua a correr e a brincar sem a trela. Ele nunca fugiu dali e podia até desaparecer por uns momentos mas quando o chamava ele aparecia logo, ou era ele que me procurava para ver se eu não tinha fugido. Tranquilo...
Mas este fim-de-semana borrou a pintura toda.
Eu estava em casa e ele andava na rua a explorar, volta na volta eu espreitava à janela para ver onde ele andava. Até que espreitei uma vez, duas, três vezes e nada de Cão no horizonte! Peguei logo na trela e fui para a rua chamá-lo. Nada. Os meus pais, que são super preocupados com o neto, também não sabiam dele. Procurei em todo o terreno e nem sinal. Só podia ter saltado o muro! Fui para a estrada, corri rua abaixo e rua acima, sempre a chamar por ele e não apareceu. Aí comecei a panicar. Literalmente em pânico, a hiperventilar, as mãos a ficarem suadas e geladas, agoniada, mal disposta e os olhos a não se fixarem em nenhum ponto, mas a querer olhar para todos os sítios possíveis no menor espaço de tempo possível.
Passaram uns horríveis 50 minutos sem saber o que fazer, onde ir, aonde procurar. Um desespero agonizante. O incómodo de ter a vista embaciada e não conseguir ver bem por causa das lágrimas. O "porquê?" a matutar-me na cabeça.
Tocou o telemóvel.
Ele estava a "salvo do mundo" na casa de uma senhora, já dono e senhor do sofá e merecedor do descanso da viagem feita em 4 patas. A um quilómetro da casa dos meus pais, numa rua paralela. Não consegui falar quando o vi, só soluçar.
Vou ficar para sempre grata pelo telefonema, pela medalha com o número de telefone que ele usa impreterivelmente ao pescoço. Pelo Cão ser tão afável e bem disposto quando só me apetecia estrangulá-lo. Estivemos só pouco mais de uma hora sem saber um do outro, mas pareceu uma eternidade. Parece insignificante, mas a verdade é que se não fosse pela medalha de identificação esta história seria mais longa de certeza. Para já o Cão vadio está de castigo e para mim é o Cão mais feio do mundo! Eu já sabia, mas agora ainda tive mais certeza que não posso viver sem ele... Se foi isto com um cão, nem quero imaginar a dor das mães quando lhes acontece o mesmo com os filhos...

O Fugitivo. Cão Feio.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O Cão e Eu

O Cão. E Eu.
Uma linda vida a dois.
Só o Cão e Eu.
Um Beagle irrequieto e eu, alguém com as ideias num turbilhão.
Vivemos um para o outro, ele espera todos os dias por mim ansiosamente numa alegria contagiante, e eu desespero pelo momento em que chego a casa e o abraço.
Da nossa cozinha saem cozinhados saudáveis para mim e autênticos pitéus para ele, dignos de um Masterchef Canídeo!
Um amor incondicional.
A felicidade de ter uma história para ser partilhada!