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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Bolo de aniversário para Cão e o medo das velas

No passado dia 10 de Abril, foi dia de celebrar as 3 Primaveras do Cão mais destrambelhado do mundo: o meu.
A receita já não é novidade aqui por casa, embora desta vez tenha feito umas pequenas adaptações com o que tinha na despensa. Em todo o caso, segue a receita original e à frente as alterações que fiz:

·         1 ovo
·         ½ chávena de manteiga amendoim
·         ¼ chávena de óleo vegetal (substitui por óleo de côco)
·         1 colher de chá de extrato de baunilha
·         1/3 chávena de mel
·         1 chávena de cenoura ralada (substitui por maçã reineta ralada)
·         1 chávena de farinha integral (substitui po farinha de arroz e aveia)
·         1 colher de chá de fermento em pó ou bicarbonato de sódio

Pré-aquecer o forno a 180 graus.
Untar uma forma (a minha deve ter uns 14cm de diâmetro) com azeite e forrar o fundo com papel vegetal para evitar ficar com o fundo colado à forma.
Numa taça misturar o ovo, a manteiga de amendoim, o óleo, a baunilha e o mel.
Juntar a cenoura ralada e aos poucos adicionar a farinha e o bicarbonato/fermento até estar tudo bem misturado.
Deitar numa forma pequena e deixar cozer por 20 minutos mais coisa menos coisa (fazer o teste do palito para ter a certeza que está cozido).

Desenformar e deixar arrefecer sobre uma rede.

Cortar ao meio e rechear com o que apetecer dentro dos alimentos permitidos, como por exemplo: manteiga de amendoim, manteiga normal (de preferência de pasto) ou até patê para cão.
Neste caso usei queijo creme com um fio de mel por cima porque a ideia era partilhar o bolo com os humanos. 

Enfim, tudo é alheio ao Cão e quer lá ele saber se é o dia de aniversário dele ou não. Até se acenderem as velas. É vê-lo a transformar-se num autêntico Houdini e fazer-se desaparecer quase instantaneamente. Ainda pensei em meter um foguete no bolo, mas para evitar possíveis ataques cardíacos, achei por bem evitar.

De prendas recebeu: duas bolas de ténis, um brinquedo de corda e um Dentastix gigante.
Como não é um Cão de grandes pretensões, a prenda preferida dele foi uma garrafa de água vazia com tampa. E sim, aqui a tampa faz toda a diferença. É a tampa que faz aquele brinquedo barulhento valer a pena.


Entretanto é com lamento que informo que estas prendas tragicamente se juntaram dias depois a todos os outros brinquedos que ele já teve: No Céu dos brinquedos do meu Cão.


As velas: mundialmente conhecidas como impiedosas assassinas de cães.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Frango com ervilhas, e o furto da Feijoada...

Ervilhas, este é o Cão. Cão, estas são as ervilhas. Cumprimentem-se e dêem-se bem, por favor. Nada de constrangimentos.
Cão, espero que seja o início de uma bela amizade, dado que no passado fim de semana encontrei-te na casa da avó a comer uma Feijoada que elegantemente furtaste de cima da bancada da cozinha. Com chouriço, batata normal, cebola, alhos e tudo o que é suposto ser proibido na tua alimentação.
Aos teus olhos devo ser uma mãe negligente enquanto a tua avó é uma espécie de super-herói.

Tenho andado de olho em ti, mas apenas te noto uma pançola saliente e uns puns envergonhados, resultado da felicidade que tiveste nesse dia. Para além do saquinho do cocó, vou começar a andar com os comprimidos para a azia dentro da mala.
Just in case...


Frango com Ervilhas


Ingredientes

3 coxas de frango do campo
1/2 chávena de arroz integral
1 cabeça de nabo
2 cenouras médias
1/2 courgete
1 frasco grande de ervilhas
sal q.b.


Preparação

Num tacho largo colocar as coxas de frango, tapar com água e deixar cozer por 10 minutos após levantar fervura.
Tirar o frango, acrescentar água e quando começar a ferver adicionar o arroz integral. Depois de 10 minutos acrescentar todos os legumes cortados aos cubinhos e as ervilhas. Deixar cozinhar por mais 15 minutos. Passado esse tempo juntar o frango desfiado e sem ossos, cortado aos pedaços pequenos e uma pitadinha de sal. Cozer por mais 10 minutos.
Servir em porções à temperatura ambiente, com 1 colher de café de farinha de casca de ovo e um fio de azeite, se necessário.
Também se pode juntar ervas aromáticas a gosto, no momento de servir.

Pode-se congelar em porções diárias, aguenta até 1 mês no congelador.

Por tentar manter as propriedades da comida, deixo descongelar à temperatura ambiente. Por exemplo, tiro do congelador à noite para servir de manhã.
Evito ao máximo usar o microondas com a comida do Cão. E com a minha também...



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte II

Ora bem, há dias em que ando com a cabeça no ar, chego tarde a casa, deixo-me dormir no sofá assim que acabo de jantar, cansada do trabalho, dos meus pensamentos e do lufa lufa do dia-a-dia.
Há mesmo dias de cão, e ultimamente tenho tido uns quantos...
No meio do cansaço tenho que ter tempo para brincadeiras e passeios com o Cão e para limpar os aposentos dele todos os dias, mas entre refeições para ele e refeições para mim algumas coisas vão ficando para trás.
Na volta esqueço-me de descongelar a comida para ele quando não tenho oportunidade de lhe fazer a comidinha. Esta semana voltou a acontecer.
Mais uma vez tive de fazer uma grande ginástica imaginativa da pouca que tenho disponível de manhã.
As minhas manhãs são todas em piloto automático e quando alguma coisa me fura o esquema, entro em colapso nervoso e já fico com um olho com chiliques saltitantes o resto do dia...


Refeição do desenrasca - Parte II


1 chávena de arroz integral cozido
1/2 maçã com casca, ralada ou em cubinhos
1 cenoura pequena ralada
1 peito de frango desfiado (sobras de frango assado)
1 fio de azeite
água quente


Basicamente é juntar tudo numa taça e mexer bem, para que a água aqueça os outros ingredientes, e servir sua majestade quando estiver tudo à nossa temperatura corporal.
Para saber se está à nossa temperatura corporal basta colocar um pouquinho da comida/líquido na parte de dentro do pulso. Se acharmos que está muito quente é porque está acima da temperatura do nosso corpo.

Inspirei-me nas dicas dadas pelas autoras do ABCão.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte I

Segunda-feira de manhã. Dia de trabalho. Deixo-me dormir. Acordar, ir ao frigorífico e perceber que me esqueci de descongelar comida para o Cão na noite anterior. Tão bom... E o Cão a olhar-me fixamente como que a condenar-me pela negligência parental.
Olho para o relógio e já estou atrasada, entre banho, secar cabelo, vestir, calçar sem me voltar a esquecer que as meias são primeiro que os sapatos, arranjar marmitas e lanches para o trabalho, e o Cão continua a julgar-me.
Rapidamente atiro  o que me vou lembrando para dentro de uma panelinha. Deixo arrefecer e surpreendo o Cão com uma super refeição para começar bem o dia!
O meu pequeno-almoço? Bem, esse é atirado para dentro do saco do trabalho porque já não há tempo para mordomias. Nem um cafézinho amigo...



Refeição do desenrasca - Parte I

Ingredientes:
50gr de esparguete integral
2 punhados de espinafres biológicos
1 cenoura média aos cubos
1 ovo biológico
1 peito de frango pequeno aos cubos
1 fio de azeite
1 pitadinha de sal

Preparação:
Basicamente atirar todos os ingredientes para dentro de uma panelinha e deixar cozer porque o relógio está a contar! Claro que só junto o esparguete partido aos bocadinhos e o ovo no fim da água estar a ferver.
Sirvo para um prato para deixar arrefecer e junto um fiozinho de azeite.
Servir quando estiver à volta dos 30ºC, e na gamela devida...

Nada mal, pois não?



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Farinha de casca de ovo

Já por muitas vezes aqui falei neste suplemento alimentar canino.
As cascas de ovo têm cerca de 10x mais cálcio que o leite de vaca, e é de todo importante adicionar nutrientes tão importantes como estes na alimentação dos cães, uma vez que no mundo "doméstico" não damos aos nossos animais a oportunidade de os ir buscar aos ossos das "presas".
Não vou negar que dá um bocadinho de trabalho porque temos de retirar aquela película que está entre a casca e o interior do ovo. Há dias em que perco um bocadinho a paciência nessa parte da película, há outros em que acho altamente terapêutico, principalmente na parte em que parto as cascas e mando tudo para o lixo, por aquilo não sair por nada deste mundo. Em alguns sai essa película por inteiro, sem dar trabalho nenhum ou sem levar tempo. Outras estão agarradas tipo lapas, e as cascas vão-se partindo em micro pedaços tornando a tarefa quase impossível. Daí a eu nem sequer ter uma foto tirada por mim desse processo...
Mas apesar disso é importante esse passo de tirar essa película, porque se levarmos as cascas com isso ao forno ficamos com a cozinha empestada a inferno ardente com tudo a cheirar a esturro.

O meu lema é ter mais cascas de ovo do que as realmente vou usar, para colmatar os que vão por acabar por ir para o lixo.
As cascas de 6 ovos chegam perfeitamente para uns 2 meses, a servir uma colherzinha de café uma vez por semana.
Para conseguir esta quantidade tento ter as cascas de 8 ovos, para as eventualidades. Aproveito as cascas quando tenho de usar muitos ovos de uma  só vez.


Farinha de casca de ovo


Ingredientes:

Cascas de 8 ovos


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 150º.
Começar por lavar as cascas por dentro para retirar todos os vestígios de ovo. Com cuidado remover a película e secar bem as cascas com papel absorvente.
dispor as cascas num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e levar ao forno a secar por cerca de 10-15 minutos.
Retirar as cascas secas e triturar tudo no processador até ficar um pó fininho.
Deixar arrefecer completamente e guardar num frasco hermético à temperatura ambiente.
Esta farinha se estiver bem conservada aguenta cerca de 2 meses, mas se parecer não estar a ficar nas melhores condições é preferível descartar e fazer uma nova.
Servir uma colher de café a uma das refeições, uma vez por semana, misturada com a comida ou ração.
De notar o organismo tolera melhor a falta de cálcio do que o excesso, por isso temos de ter cuidado para não exagerar nas quantidades.

domingo, 16 de outubro de 2016

ABCão

"ABCão" é o nome do livro recentemente adquirido cá para casa. Para mim é sempre um bom investimento gastar dinheiro em livros, e este já me andava debaixo de olho há muito tempo.
Como me interesso muito por nutrição e saúde animal, este livro veio a revelar-se uma grande ajuda na compreensão da alimentação e saúde canina.
Em suma, o "ABCão" resulta da parceria entre uma veterinária e uma nutricionista com o principal objectivo de esclarecer dúvidas e fazer sugestões que melhorem a vida dos nossos cães, dando provas de que a saúde anda sempre de mãos dadas com a alimentação.

Tal como os humanos, "também os cães são aquilo que comem" - e eu não podia estar mais de acordo!

Neste livro abordam-se temas como a identificação de doenças e intoxicações mais frequentes; o que devemos ter num "kit de primeiros socorros" canino e como tornar a alimentação canina "mais nutritiva substituindo a ração por produtos de maior qualidade, saborosos e saudáveis, completamente livres de conservantes e aditivos".
Inclui ainda várias receitas para cães incluindo refeições principais, pratos especiais, molhos, biscoitos e recompensas, receitas com pouca gordura para cães obesos ou convalescentes e ainda de um bolo de aniversário!

No livro já descobri que para o peso do Cão (+/- 20 Kg) e 18 meses, tem a idade equivalente a 20 anos humanos.
Ou seja: a idade da parvoíce e do "eu é que sei".



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cão azeiteiro

Viver com um cão é uma aventura constante. Todos os dias são diferentes e trazem sempre qualquer coisa de novo. Ontem foi só mais uma proeza canídea. Uma de tantas outras que já passaram e mais umas quantas que ainda estão por vir.
Este título podia ser por o Cão usar um fio de ouro ao pescoço, um cachucho no dedo mindinho, palito ao canto da boca a ouvir musica pimba. Mas não.
Já não é novidade para quem me visita que o Cão adora mostrar que sabe subir acima da bancada da cozinha. Super higiénico, certo? Valha-me o Dettol desifectante.
Estou eu a fazer o jantar para mim e a comida de sua Majestade o Cão, e vai que é o momento indicado para inspeccionar o que se passa na bancada, e que petisco se pode roubar. Objecto estranho e que cria obstáculo nessa descoberta: uma garrafa de azeite. Novinha.
Já dá para perceber o que aconteceu a seguir: cão a escorregar pela bancada, vidros espalhados por todo o lado, pedra da cozinha devidamente azeitada, móvel bem oleado, chão a luzir do azeite derramado, sofá às pintas pela frente e com grandes nódoas atrás. O papel absorvente a tentar resolver a situação enquanto desfolho o rolo em grande velocidade e vou metendo os papéis cheios de azeite para o lixo. O Cão que está a ir ao lixo buscar esses papéis para brincar e espalhar pelo tapete da sala. As marcas de patinhas de azeite pelo soalho. O azeite que continua a escorrer em cascata, da bancada para o chão. A panela com a comida do Cão que arrufa e se espalha pelo fogão. Eu que perco as estribeiras e começo a gritar com ele. Ele que por sua vez começa a ladrar e entra numa dança ao estilo de sapateado flamenco em cima da poça de azeite.
O momento em que chego a pensar que a minha vida sem o Cão era bem mais fácil e calma, e a minha casa bem mais limpinha e arrumada.
Era mais fácil, mas não era a mesma coisa...
Acho que vou andar até ao Natal a limpar azeite debaixo da bancada...


Shame on you.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Pescada com Legumes para o Cão

Mais uma receita testada e aprovada pelo Sr. Cão.
Desta vez decidi usar pescada como proteína principal. De legumes, optei por comprar uma caixa de legumes para sopa, daquelas que trazem legumes frescos e permitem ter vários tipos na mesma sopa.
De peixe, comprei medalhões de pescada individuais congelados e higienizados. Na impossibilidade de lhe dar sempre peixinho fresco por causa do preço, acho esta a melhor opção.
Demora um bocadinho mais quando temos de cozer os ingredientes separadamente para poder pesar e seguir as percentagens correctas, mas sem dúvida que vale a pena!


Ingredientes:
4 medalhões de pescada congelados
1 caixa de legumes para sopa (1 cenoura média, 1 cabeça de nabo, 1/4 de couve lombardo, 1 molho de nabiças, 1 pedaço de abóbora)
1 batata doce com cerca de 500 gr
1/2 chávena de arroz integral
1 pitadinha de sal
1 ovo grande biológico


Preparação:
Numa panela grande colocar os medalhões de pescada descongelados e cobrir com água. Deixar levantar fervura e deixar cozinhar por 10 minutos.
Entretanto descascar e lavar os legumes e as verduras e cortar tudo aos cubinhos.
Retirar o peixe da panela e acrescentar água. Deixar levantar fervura, e acrescentar todos os legumes à panela. Desfiar o peixe.
Passados 15 minutos de ter os legumes a cozer retirar e reservar. Juntar o arroz integral à água e deixar cozer por mais 25 minutos.
Acrescentar os legumes cozidos, o peixinho desfiado e o ovo e cozer por mais 10 minutos, acrescentado uma pitadinha de sal.
Deixar arrefecer e guardar no frigorífico, numa caixa hermética.
Servir esta espécie de sopa em porções, com o ovo picado e um fiozinho de azeite.
Também se pode acrescentar salsa ou coentros picados e farinha de casca de ovo.
Esta quantidade dá para cerca de 8 refeições canídeas.

Pelas minhas contas fica cada refeição a cerca de 0,60€.






segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Legumada de Frango à Cão

Em vez de ser à moda dos restaurantes típicos como "Bifanas à Mestre", "Bacalhau à Chef" "Feijoada Transmontana à Patrão" e afins, esta é uma receita de "Legumada de Frango à Cão".
Não que tenha sido ele a fazer, com muita pena minha... Não que não seja capaz, o problema é que não consegue tirar a panela do armário... Só por isso.


Ingredientes:
10 asas de frango do campo
2 courgetes médias com casca
3 cenouras médias
1 chávena de arroz integral
1 pitada de sal



Preparação:
Numa panela larga meter as asas de frango, tapar com água e deixar cozinhar por cerca de 15 minutos.
Entretanto descascar a cenoura e lavar muito bem juntamente com a courgete. Cortar tudo aos cubinhos.
Tirar as asas de frango da panela e deixar arrefecer.
Juntar mais água à panela e deixar levantar fervura antes de adicionar os legumes e o arroz. Deixar cozer por cerca de 30 minutos. Dessossar as asas e picar a carne juntamente com a pele. Juntar o frango à panela e deixar cozer por mais 5 minutos.
Por usar a pele do frango, não junto azeite no momento de servir, dado que a gordura do frango já é suficiente. Junto apenas algumas ervas picadas, por exemplo salsa, e uma colher de café de cascas de farinha de ovos.

Sei que as asas de frango não são de todo um bom "corte de carne", mas o cão está em idade activa e é tão mexido que considero que este tipo de gorduras são importantes na dieta dele.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Receita Canina: "Cozido à Portuguesa para Canitos"

Normalmente o meu programa de domingo à tarde é fazer comida.
Não é lá muito entusiasmante, eu sei, mas é por uma boa causa. Pela minha saúde e pela do cão.
Como os meus pais moram no campo e aos domingos vou a casa deles, aproveito e trago muitas coisinhas boas da horta e da capoeira! Quando chego a casa tento logo arranjar os legumes, as hortaliças e as frutas por forma a aguentarem mais tempo no frigorífico e serem mais práticos de utilizar durante a semana.

Mas como animal de hábitos que sou, para mim é importante criar uma rotina e enquanto preparo as minhas refeições para a semana, vou fazendo a comida para o cão.
A receita abaixo (que fiz neste último domingo) é uma espécie de "Cozido à Portuguesa" na versão canina!

Ingredientes:
2 chávenas de arroz integral
1/2 chávena de cuscuz biológico integral cozido
6 folhas de couve portuguesa
1/4 de abóbora manteiga
1 cenoura grande
1 perna com costa de frango do campo
½ peito de frango grelhado sem sal
2 rins de porco limpos, sem a parte branca central
1 ovo biológico cozido
salsa fresca para polvilhar no momento de servir
1 fio de azeite ou óleo de salmão no momento de servir
sal q.b.

Preparação:
Numa panela colocar as duas chávenas de arroz integral com 5 chávenas de água e uma pitadinha de sal. Deixar cozer por 40 minutos, até o arroz absorver toda a água. Reservar.
Num tacho colocar as folhas de couve muito bem lavadas, cortadas aos pedacinhos, com a abóbora e a cenoura aos cubinhos com uma pitadinha de sal. Deixar cozer por 20 minutos. Reservar.
Num outro tachinho colocar o frango (com a pele) e cozer por 30 minutos. Retirar e reservar o caldo.
Por último numa outra panelinha cozer os rins cortados aos pedaços e deixar cozer por 15 minutos. Reservar.

Para servir, dou-lhe uma porção de arroz e cuscuz, frango sem osso, ovo picadinho, legumes, e rim. Polvilho com salsa e rego com um fiozinho pequeno de azeite, ou com óleo de salmão.

Vou dividindo por porções por forma a dar para as refeições da semana, colocando mais arroz ou mais legumes. Tento usar o rácio de 30% de carne, no caso do frango, tiro os ossos e desfio a carne e pico a parte da pele. Como o cão está em idade activa faz-lhe falta esses tipos de gorduras na dieta dele. 40% de hidratos de carbono, neste caso o arroz e o cuscuz, 30% de vegetais e 5% de vísceras (aqui usei os rins).

Esta porção deu-me para 1 semana de refeições, mais 2 saquinhos com cerca de 600gr cada que congelei para situações SOS.



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Alimentos Proibidos na Alimentação Canina

Quando o cão chegou aos 9 meses, e depois de um episódio de colite, comecei a dar comida caseira.
Nunca me tinha apercebido que existem certos alimentos aos quais os cães são totalmente intolerantes.
Toda a vida tinha visto os meus pais darem os restos de comida aos cães que tínhamos, e isso para mim não tinha mal nenhum, a cadela de estimação dos meus pais chegou aos 19 anos de idade, e obviamente que morreu de velhice, já com a pelagem toda branquinha e sem dentes.

Para mim os cães só não suportavam uma coisa: feijões. A selecção que eles faziam na taça da comida, era tão pormenorizada que lambiam tudo, mas só deixavam os feijões. Seria porque eles lá no fundo sabiam que aquilo lhes faria gazes? Não gostavam do sabor? Da textura? Nunca soube bem porquê, nem consegui ainda descobrir, apenas parece que eles instintivamente sabem que aquilo lhes faz mal, embora não conste de nenhuma lista das que eu encontrei!

Mas nem para todos os alimentos esta faceta instintiva funciona. E é aí que os donos responsáveis entram em cena.
A minha forma de raciocínio é a seguinte: se os cães derivam dos lobos nos primórdios dos tempos, devemos dar-lhes uma alimentação aproximada com a que os lobos tinham e ainda têm à sua disposição na natureza, evitando o máximo de alimentos processados.


Na lista de alimentos proibidos que eu sigo estão:



  • Alho - se for 1/4 de alho/dia até faz bem mas torna-se tóxico se for em maior quantidade.
  • Cebola - provoca anemia
  • Abacate - tem um derivado de ácido gordo muito tóxico. E para quê dar isto ao cão??
  • Chocolate e derivados de cacau - não é digerível pelo fígado dos cães e pode mesmo ser letal
  • Chá preto e Café - a cafeína pode provocar arritmias e até ataques cardíacos
  • Bebidas alcoólicas e refrigerantes - não é preciso explicar pois não?
  • Açúcar - provoca cáries, diabetes, obesidade e torna o palato mais selectivo
  • Ossos - nem cozidos nem crus. Ao roer lascam-se pontas bicudas que podem furar os órgãos
  • Nozes - interferem com o sistema nervoso central levando à perda do equilíbrio
  • Pêssegos/Ameixas/Alperces - não a fruta, mas sim os caroços são altamente tóxicos
  • Uvas ou passas de uva - provocam falência renal
  • Peixe cru - contêm parasitas que só são eliminados com a cozedura ou congelamento
  • Soja e milho - provoca alergias
  • Batata branca comum - o amído causa desarranjos gastrointestinais
  • Massas cruas de pão ou bolos - o fermento transforma-se em açúcar que por sua vez se transforma em álcool
  • Sementes de linhaça - provocam intoxicação alimentar, mas o óleo de linhaça é tolerável
  • Pimenta - provoca gastrites e até úlceras
  • Sementes de maçã ou de pêra - libertam ácido cianídrico no estômago, mortal para os cães
  • Trigo - ponto crítico! Muitos animais são intolerantes ao glúten e a quase todos os cereais. Este eu tento evitar, por ver que no meu caso o cão fica com desconforto abdominal. Aqui entram produtos como as farinhas brancas de trigo, as massas, o pão, bolachinhas e afins...
  • Arroz branco - é mais calórico e tem açucares mais rapidamente absorvidos pelo organismo, provocados pelo processo de branqueamento a que é sujeito. Sem dúvida que prefiro o arroz integral, pela fibra e pela capacidade de saciar por mais tempo.
  • Leite - tal como alguns humanos, a lactose é intolerada pelo sistema digestivo dos cães provocando vómitos e diarreia, levando à falência do sistema imunitário.

Para me ajudar, uso esta cábula que tenho na porta do frigorífico e à qual recorro sempre que tenho dúvidas:

Por último, apenas relembrar que não devemos dar os nossos medicamentos a animais, a menos que sejam receitados por veterinários.
Também no caso das plantas, algumas são altamente tóxicas para os animais e muitas delas temo-las em casa e nem fazemos ideia.
Mais um assunto a aprofundar futuramente!



terça-feira, 6 de setembro de 2016

Levar a coisa a sério

Antes de começar a partilhar as receitas que faço, aviso que não sou veterinária nem tão pouco tenho formação em nutrição animal. Apenas pesquisei muito sobre o assunto por forma a tentar fazer um bom trabalho com o meu cão e não o prejudicar de alguma forma.
Assim, acho melhor falar de alguns aspectos que considero muito importantes e que fui retendo ao longo do processo:

  • Cada caso é um caso. Um cão idoso não precisará de repor níveis de energia como um cão jovem. De igual forma que um cão com algum quadro clínico necessitará de uma dieta especial, com adições ou restrições que um cão saudável não necessitará.
  • O aconselhamento veterinário é essencial para perceber se o cão requer alguma dieta específica, se tem o sistema gastrointestinal sensível ou  até mesmo alguma intolerância. Proporcionar ao cão uma alimentação desadequada pode desencadear ou agravar problemas de saúde.
  • Devemos assumir o compromisso de fazer a comida ao nosso cão com responsabilidade, ou então mais vale nem começar, há que ter em mente a possibilidade dos distúrbios alimentares que lhe podemos causar. Acredito que a maioria dos veterinários aconselhe os donos a dar ração pelo receio de ser uma decisão assumida sem noção dos nutrientes, vitaminas, minerais e ácidos gordos necessários ao bom desenvolvimento do animal.
  • Embora não deixe de ser "comida para cão", procuro sempre encontrar o equilíbrio correcto entre os níveis de proteína animal, gorduras, hidratos de carbono, legumes, hortaliças e até frutas, porque dar comida caseira ao cão não é de todo dar-lhe os restos da nossa comida. Nem tão pouco dar apenas arroz cozido com frango e cenoura, à excepção de indicação do veterinário para o fazer.
  • Existe uma lista de alimentos proibidos. Alguns deles muito importantes na alimentação humana, mas altamente prejudiciais a um cão quando adicionados à sua dieta. Não podemos ignorar este ponto. Mais à frente falarei deles com a devida atenção.
  • É importante ir introduzindo novos alimentos de forma gradual na dieta canina, um de cada vez. Só desta forma conseguimos descobrir possíveis alergias a algum alimento.
  • Guardo sempre a comida no frigorífico numa caixa hermética.
  • Para aquecer junto na taça dele um bocadinho de água a ferver e misturo bem até ficar a uma temperatura em que ele não queime os bigodes.
  • Não junto azeite na cozedura dos alimentos, para não saturar a gordura. Antes de servir é que junto um fiozinho de azeite ou óleo de salmão.
  • Costumo usar alguns complementos na alimentação do cão, que sei que mal não fazem e só podem trazer benefícios, como é o caso de farinha de cascas de ovo (tem 10x mais cálcio que o leite), óleo de salmão, sal (pouquinho) e ervas aromáticas - para além de proporcionar novos sabores, as propriedades medicinais das ervas aromáticas já não são novidade para ninguém.
  • Especialistas em nutrição animal aconselham que se dê ao cão a quantidade de comida cozida equivalente a 5% do seu peso corporal. No caso do meu, que pesa cerca de 18kg, o ideal será dar-lhe 800gr de comida por dia. Sinceramente acho um exagero. Dou cerca de 500gr por dia e o cão está com o peso considerado ideal pela veterinária.
Tudo isto parece um exagero, e como diria um brasileiro: "nossa, que frescura!", mas pessoalmente prefiro levar a coisa a sério, para que o cão tenha uma saúdinha da boa!





quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ração VS Comida Caseira

Este é um assunto um bocado controverso, onde as opiniões divergem.
Quando o cão entrou na minha vida decidi que apenas lhe daria ração seca porque a composição das rações supostamente satisfazem todas as suas necessidades nutricionais.
Para isso tinha de optar por uma ração de qualidade que me assegurasse que nada lhe faltaria.
Apesar de ter tido todo um cuidado na escolha da dita, comecei logo a perceber que a ração não era suficiente, pelos sinais que ia tendo (coprofagia, queda de pêlo, colite, e o típico "cheira e deixa").
Depois de tanto tentar perceber os rótulos de diferentes rações, cheguei à conclusão que não consigo entender nada do que lá está escrito. Percebi apenas que a maior parte tem uma percentagem muito pequena de proteína e muito elevada de cereais e óleos que não consigo identificar, sem falar nos corantes e nos conservantes.
Ora bem, sempre me foi dito que devo evitar tudo o que tem corantes e conservantes, e se isso se aplica aos humanos porque não aplicar também aos nossos animais? Eles não sabem ler rótulos e simplesmente confiam em nós quando lhes metemos a comida na gamela.
Quando o cão teve uma colite, descobri a sensibilidade dele a determinados compostos presentes em algumas rações. Nesse momento a escolha por uma ração de qualidade ao alcance do meu bolso, tornou-se muito limitada.
Por mais boa vontade que tivesse, era impensável pagar 80,00€ por uma saca de ração de 12Kg.
Por indicação da veterinária e por forma a que o sistema digestivo do cão entrasse nos caixilhos, comecei a fazer comida para o cão. Comecei com caldinhos de arroz, cenoura e peito de frango.
Simples. A colite passou. Gradualmente voltei à ração. Voltou o "cheira e deixa" e o "come tu a ver se gostas". Fiz contas. Pesquisei sobre o assunto. Fiz mais contas. Resisti a essa trabalheira que seria andar a fazer comida de propósito para o cão.
Experimentei.
Não achei lá muito prático para mim de perder a comodidade da ração para passar a ter a preocupação de encostar a barriga ao fogão para fazer comida de cão...
Mas felizmente cedi.
Fiquei ainda com mais certeza quando a veterinária me felicitou pela decisão.
Agora é uma rotina como outra qualquer. O Cão está cheio de saúde e não se queixa. 
Um importante e breve estudo sobre os alimentos e respectivas toxicidades, e agora faço-lhe comida duas vezes por semana. Vou alternando proteínas e vegetais, tentando proporcionar-lhe a maior diversidade possível de nutrientes e sabores.

Mas calma! Também não sou perfeita e nem vou em exageros, nem radicalismos! Em situações SOS, quando não consigo fazer a comida dele e já não há mais no frigorífico, dou ração seca misturada com ração húmida e a vida continua...

Ele não me mostra o middle finger por isso...




Imagem: http://tendenciasnaturebas.com.br/

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Comida de Cão

No início do ano, o meu cãopanheiro ficou muito doente. E eu desesperada por vê-lo assim.


Um dia, cheguei a casa depois de um dia de trabalho, e em vez de um cão feliz e saltitão por me ver, tinha um cão que estava pela primeira vez apático.

O quintal estava cheio de sangue pelo chão e os aposentos reais do dito cujo estavam todos vomitados. Um cenário dos infernos...

Sem pensar muito, enfiei-o dentro do carro e fomos imediatamente para a clínica veterinária.

Diagnóstico: Colite

No relatório da clínica: "o cão passou o fim-de-semana na casa dos avós, onde ingeriu o que não devia".

Ora bem, eu não sou mãe, mas sempre ouvi dizer que os pais educam e os avós deseducam... Foi na casa da avó que o cão ficou a saber que afinal pão é bom, mas se for com  manteiga, queijo ou linguiça é ainda melhor! Descobriu também que aquelas coisas redondas nos pacotes plásticos que fazem barulho se chamam afinal "bolachinha maria". De tal maneira que vira a cabeça à exorcista cada vez que ouve um pacote de bolachas, a quilómetros de distância. E já nem falando do resto, que até já o apanhei a degustar tiririca de galinha. Enfim...

Muitas radiografias, quatro dias seguidos a ir à clínica fazer exames e levar injecções com antibióticos e analgésicos, e a possibilidade de fazer uma endoscopia, ou ainda de ser operado.

Felizmente não foi necessário fazer muito mais, ele estabilizou e voltou ao normal.
A veterinária questionou se eu tinha alterado a ração dele, e respondi que sim, misturava na altura ração da Royal Canin (que mandava vir online), com uma ração de supermercado de marca até bem conhecida, mas de fraca qualidade pelo que vim a comprovar.
Mas aprendi uma lição: não vale a pena tentar comprar ração mais barata, ou de qualidade inferior porque acabamos por gastar o triplo em veterinário.
Informei-me com a veterinária, e percebi que se mantivesse disciplina e algum rigor na alimentação dele, era possível proporcionar-lhe uma vida mais saudável e ainda poupar algum dinheiro.
Nessa altura decidi levar a questão da comida caseira para o cão mais a sério.
Foi necessária alguma pesquisa sobre o tema para decidir que alimentos seriam os escolhidos para introduzir na dieta dele, uma vez que existe uma vasta lista de alimentos proibidos.
No andar da carruagem vou partilhar algumas das receitas que faço!


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