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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O Cão 'El Chapo'

O Cão tornou-se um especialista em contornar tudo o que lhe seja um obstáculo à fuga. Impressionantes são as artimanhas que o patife encontra para se escapulir, sempre detalhadamente estudadas para que seja um verdadeiro quebra-cabeças descobrir como ele conseguiu fugir.
Mete o 'El Chapo' a um canto.

Acrescentar ainda que a casa dos meus pais foi toda vedada por causa deste diabrete de quatro patas.
Vedação essa que teve de sofrer várias obras de melhoramento, por causa de se mostrar pouco eficaz à causa. Vários buracos foram feitos por baixo e na própria vedação.
O meu Cão fazia buracos para sair, e o dos meus pais fazia buracos para entrar quando ficava "preso" do lado de fora. Um trabalho corporativo portanto.

A último plano de fuga consistiu em servir-se de todas as ferramentas possíveis e imaginárias para tentar chegar a um gato remeloso que viu passar para além da vedação da casa dos meus pais.
Começou por fazer cair um vaso de flores, que usou para subir para cima de um poço inactivo que tem uma tampa de alvenaria, daí subiu para uma mini estufa onde os meus pais tinham um "berçário" de pimentos para a horta destruindo tudo o que encontrou pela frente, saltou para cima do galinheiro e desencadeou um cacarejar de alvoroço na capoeira, um outro salto desengonçado por cima de uma nespereira e aterrou no chão depois de uns bons dois metros de altura rumo à liberdade.

Para apurar esta sequência digna de um Sherlock Holmes tive de arriscar e deixá-lo fazer tudo uma segunda vez.

O problema nestas fugas é que o desespero de não saber onde o Cão anda é grande demais. Uma dessas vezes fui encontrá-lo preso dentro de um barracão ao fim de uma hora sem saber dele, e ainda hoje me pergunto se a ideia era roubarem-no ou ligarem para o número que está na medalha que anda sempre na coleira dele. Fica a dúvida.


Zoom ao máximo para confirmar que estava a tentar passar por baixo do portão...

domingo, 20 de maio de 2018

Uma Lapa no Cão


Depois de uns cagaços, comecei a martelar a cabeça a tentar arranjar uma forma de conseguir localizar o Cão durante as fugas. A oferta de mercado não me parecia muito vasta e o que fui encontrando passava por equipamentos muito grandes, com pouca durabilidade e muito pesados para a minha recatada carteira. Conformei-me que apesar de muito avançada em determinados campos, a tecnologia não conseguia ainda atender às minha necessidades.

Numa leitura a um artigo acerca das startups portuguesas de maior sucesso apresentadas na Web Summit, descobri que uma empresa chamada Lapa Studio havia sido uma dessas startups e que a sua participação nesse certame já lhe tinha valido uma duplicação de facturação pela criação de um dispositivo a que deram o nome de "Lapa".

Ora bem, vou tentar explicar isto de uma forma simples: uma Lapa é nem mais nem menos do que um dispositivo de 3x3cm que se acopla ao objecto que não queremos perder ou deixar para trás esquecido (p.e. chaves, carteira, telemóvel, mala de viagem, sombrinha, criança, cão, gato,  etc.) que através de uma app instalada no nosso smartphone estabelece a ligação ao dispositivo/objecto por bluetooth, indicando a distância a que estamos do dispositivo e onde foi detectado pela última vez. O dispositivo por sua vez, quando é localizado emite um sinal luminoso e um sonoro para facilitar o encontro com o detentor do smartphone.
A pensar ainda nas crianças e nos animais de estimação, a Lapa Studio criou uma pulseira para as crianças e um acessório de coleira para os animais.

Se a ideia vos interessar podem tentar saber mais aqui: https://findlapa.com/

Achei a ideia genial, procurei onde é que se vendia e passada uma semana já tinha a minha Lapa para pôr na coleira do Cão, junto à medalha.


Para já nada a apontar a este gadget, felizmente ainda não tive oportunidade para experimentar em situações de real aperto, mas a Lapa diz conseguir identificar o dispositivo com alcance até 60 metros do smartphone, pelo que continuo em modo de testes ao equipamento.






sexta-feira, 18 de maio de 2018

Bolo de aniversário para Cão e o medo das velas

No passado dia 10 de Abril, foi dia de celebrar as 3 Primaveras do Cão mais destrambelhado do mundo: o meu.
A receita já não é novidade aqui por casa, embora desta vez tenha feito umas pequenas adaptações com o que tinha na despensa. Em todo o caso, segue a receita original e à frente as alterações que fiz:

·         1 ovo
·         ½ chávena de manteiga amendoim
·         ¼ chávena de óleo vegetal (substitui por óleo de côco)
·         1 colher de chá de extrato de baunilha
·         1/3 chávena de mel
·         1 chávena de cenoura ralada (substitui por maçã reineta ralada)
·         1 chávena de farinha integral (substitui po farinha de arroz e aveia)
·         1 colher de chá de fermento em pó ou bicarbonato de sódio

Pré-aquecer o forno a 180 graus.
Untar uma forma (a minha deve ter uns 14cm de diâmetro) com azeite e forrar o fundo com papel vegetal para evitar ficar com o fundo colado à forma.
Numa taça misturar o ovo, a manteiga de amendoim, o óleo, a baunilha e o mel.
Juntar a cenoura ralada e aos poucos adicionar a farinha e o bicarbonato/fermento até estar tudo bem misturado.
Deitar numa forma pequena e deixar cozer por 20 minutos mais coisa menos coisa (fazer o teste do palito para ter a certeza que está cozido).

Desenformar e deixar arrefecer sobre uma rede.

Cortar ao meio e rechear com o que apetecer dentro dos alimentos permitidos, como por exemplo: manteiga de amendoim, manteiga normal (de preferência de pasto) ou até patê para cão.
Neste caso usei queijo creme com um fio de mel por cima porque a ideia era partilhar o bolo com os humanos. 

Enfim, tudo é alheio ao Cão e quer lá ele saber se é o dia de aniversário dele ou não. Até se acenderem as velas. É vê-lo a transformar-se num autêntico Houdini e fazer-se desaparecer quase instantaneamente. Ainda pensei em meter um foguete no bolo, mas para evitar possíveis ataques cardíacos, achei por bem evitar.

De prendas recebeu: duas bolas de ténis, um brinquedo de corda e um Dentastix gigante.
Como não é um Cão de grandes pretensões, a prenda preferida dele foi uma garrafa de água vazia com tampa. E sim, aqui a tampa faz toda a diferença. É a tampa que faz aquele brinquedo barulhento valer a pena.


Entretanto é com lamento que informo que estas prendas tragicamente se juntaram dias depois a todos os outros brinquedos que ele já teve: No Céu dos brinquedos do meu Cão.


As velas: mundialmente conhecidas como impiedosas assassinas de cães.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

#AmigoABordo

Só há pouco tempo descobri que desde Novembro que a Bayer/Advantix tem a decorrer um passatempo chamado “Amigo a Bordo” com o mote de ser mais uma forma de ter o nosso animal de estimação sempre por perto.
Achei a ideia super gira e decidi participar, sempre convencida que seria mais uma daquelas habituais campanhas de marketing para nos sacar informações e dados para enviar publicidade e nada mais.
A parte de escolher o modelo de autocolante que pretendemos, e a escolha da fotografia e do que queremos escrever, devo confessar que achei giro e gostei muito. Validei e não fiquei com grandes expectativas.
A verdade é que passadas umas 3 semanas recebo em casa uma carta da Bayer (que até me assustou porque já nem me lembrava do concurso), com o meu autocolante lá dentro, e fiquei surpreendida com o resultado!

Para participar no passatempo “Amigo a Bordo” é apenas necessário aceder ao Facebook Advantix Portugal e preencher um breve formulário. De seguida pode escolher um dos quatro autocolantes diferentes e personalizá-lo com nome e fotografia do patudo, para colocar no vidro do carro ou noutro local.
Após a validação, a Bayer envia para a morada que indicarmos o autocolante escolhido.

A Advantix incentiva apenas aos participantes a partilhar as fotos dos autocolantes recebidos com a hashtag #AmigoABordo pelas redes sociais.


Imagem: http://revistacaesecia.sapo.pt/bayer-lanca-passatempo-amigo-bordo/

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O Cão sombra

Aquele momento do dia em que saio do banho e preciso de dar uso ao tapete da casa de banho, mas o Cão teima em ser um verdadeiro ocupa!
E ali se mantém como um membro da Guarda Suíça a zelar por Sua Santidade, só para ter a certeza que não vou fugir pelo ralo, ou que vou baixar a guarda e deixar o puff, o rolo de papel higiénico ou a caixa dos cotonetes ao seu alcance.
Dizem os mais entendidos na matéria que isto dos nossos cães nos acompanharem até nos momentos mais privados do WC, é um enorme sinal de amor e confiança.
Do tipo " aconteça a m**** que acontecer, vou estar sempre ao teu lado!".
Já nem falo dos recorrentes momentos de alta concentração sanitária, em que o Cão aparece com a bola na boca a querer brincar.
Porque realmente, só sinto mesmo é amor quando estou na sanita e o Cão, com uns pacatos 18 Kg, se lembra de querer colo...

E ter isto todos os dias.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Alô Alô: daqui fala o Cão

Saudações caninas!

Por aqui anda tudo um bocadinho estranho, a minha humana está esquisita e eu já ouvi falar em qualquer coisa como infecção respiratória mas eu ando completamente maluco por a ter só para mim!
Mas não percebo porque é que não vou tantas vezes à rua passear, e quando vamos ela parece uma anormal toda enrolada em cachecóis, gorros e casacos que até me envergonha, e não me deixa passear num passo mais acelerado porque fica logo com os bofes à boca e a hiperventilar!
Enfim, para compensar já destruí uma data de coisas em casa e ultimamente o meu pitéu preferido é comer lenços ranhosos que resgato do lixo! Nhammmm!
Descobri ainda uma brincadeira nova: roubar caixinhas de cartão que aparecem em cima das bancadas da cozinha e fugir! A humana também entra na brincadeira e começa a correr atrás de mim! A essas caixas, ela chama qualquer coisa como "os meus medicamentos", acho eu...
A casa da avó também está a ter umas mudanças suspeitas, andam a vedar a herdade com redes que não me deixam explorar os campos e os pinhais à volta da casa deles, e o mais estranho é que ela ainda no outro dia me apertou as bochechas e falou em eu ir para lá passar umas férias com ela...
A humana anda um bocadinho lerda e com uma voz de bagaço, mas eu estou super feliz de tantos mimos que ando a receber!



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O espirro invertido

Há umas noites atrás, o Cão acordou-me de forma abrupta. Começou a fazer um barulho tipo um ronco compulsivo e aflitivo. Como é óbvio fiquei assustada, mas já sabia o que é que se passava porque numa ida de rotina à veterinária, ele já tinha feito isso e nesse dia perguntei logo o que é que se passava, dado que ele de vez em quando fazia aqueles roncos.

Ora bem, nada mais era do que um espirro. Mas um espirro invertido, pelos vistos usual em raças como bulldogs, boxers e outros cães de palato mole mais alongado.
No caso do Cão, isto acontece esporadicamente mas quando acontece parece que está com sérias dificuldades respiratórias e que vai morrer em poucos minutos!
A veterinária explicou que os sons que os cães emitem no espirro invertido é muito semelhante a um colapso da traqueia mas é de facto algo muito simples: enquanto num espirro normal o ar sai violentamente pelo nariz, no espirro invertido o ar é inalado para dentro de forma violenta, sendo um acontecimento normal que não requer qualquer tipo de tratamento.
Uma forma de aliviar o bicho é massajar a garganta do cão ou a cana do nariz para parar o espasmo, mas se a causa for alérgica e ocorra com muita frequência, o melhor será dar medicação adequada com prescrição do veterinário.

Talvez tenha de meter uma manta extra na cama, para sua excelência não se resfriar como eu, que desde o Natal que ando fanhosa e, depois de 4 idas ao médico e mais outra já marcada, estou com uma gripe oficialmente diagnosticada que me está a dar mais que fazer...
Mas também com o frio que tem estado uma mantinha a mais não faz mal nenhum!



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Não dorme e nem deixa dormir

Tem sido o problema ultimamente: é que não dorme e nem deixa dormir!
Há uns meses a esta parte, decidi que o Cão podia finalmente entrar no meu quarto. Depois de se ter conseguido escapar para o quarto por duas vezes e de ambas ter decidido "marcar o território" mesmo em cima da cama, passei um ano a proibir a entrada do Cão no quarto. Era o meu espaço e ele tinha de perceber isso.
Quando comecei a morar sozinha, deixava-me dormir no sofá em conchinha com o Cão, e acordava para fazer a transacção para a cama a altas horas da madrugada. Fosse a que horas fosse, o Cão ia para o quarto dele e eu ia para o meu. Muito choro e muitas raspadelas na porta do quarto do Cão cada vez que ele tinha de ir dormir.
Comecei a passar as noites no sofá só para dormir com o Cão, que se anichava a mim, e me mostrava um lado mimoso dele que eu desconhecia. Cheguei a acordar no sofá com a cabeça dele também na almofada e uma pata em cima de mim a garantir que eu não fugia.
Foi-me convencendo principalmente por eu ter pena de o deixar sozinho durante o dia e ainda durante a noite. Fui abrindo a porta do quarto para ver como é que ele se portava, e cada vez que saltava para cima da minha cama até dava saltos no ar de tão contente que estava.
Decidi experimentar e correu muito bem durante alguns meses equanto ele dormia aos pés da cama. Até umas noites atrás. Talvez por causa do fio, ora fuça no edredon para ir para baixo do quentinho, como parece que tem calor e vai para o chão. E isto repete-se uma noite inteirinha, porque me acorda quando fica com frio. Já para não falar que se deita em cima de mim, empurrando-me para uma ponta da cama para ele ficar todo esticado e com tudo dele. Quando me mexo ele ronca, como que a mostrar que o estou a incomodar.
Sei que quando o quiser voltar a meter a dormir no quarto dele vou ter um problema dos diabos.
Quando o despertador toca para me levantar está o belo senhor a ressonar à grande e pronto para dormir enquanto aqui a moura anda cheia de sono por causa destas noites atribuladas. E agora quem é que tem uma vida de cão??



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Saúde Animal 24

O final de 2016 trouxe-me uma boa notícia: a criação da primeira linha telefónica de assistência em saúde veterinária, a “Saúde Animal 24”. O que quer dizer que agora quando o Cão tiver algum problema de saúde, esta linha pode ajudar a despistar situações médicas que podem ser resolvidas em casa, sem uma deslocação ao veterinário.

Podemos informar-nos por exemplo acerca das vacinas obrigatórias, viagens, intoxicações, nutrição, e até comportamento, sendo que o principal objectivo desta linha é ajudar a resolver dúvidas do quotidiano que muitas vezes surgem fora de horas ou que não se enquadram no propósito das consultas veterinárias, englobando quase todas as espécies de animais domésticos: cães, gatos, cavalos, hamsters, porquinhos de índia, periquitos, catatuas, répteis, etc.

É mais seguro ligar para esta linha do que ficarmos pela informação muitas vezes turva que a Internet nos dá, porque do outro lado da linha poderemos contar com profissionais que podem encaminhar os clientes para uma clínica ou hospital veterinário da sua freguesia de residência. Através de um telefonema, os médicos podem explicar a gravidade e complexidade de uma problema que por vezes pode passar despercebido aos donos, alertar para os principais cuidados de saúde e incentivar uma visita ao veterinário sempre que considerem necessário.

O que também me deixa feliz é o facto de esta linha ser uma mais valia para as populações isoladas que não têm um consultório por perto, permitindo-lhes o acesso a médicos veterinários. Alguns dados estatísticos preocupantes dizem-nos que cerca de 70% dos gatos e entre 30 e 40% dos cães nunca foram vistos por um veterinário.

A Saúde Animal 24 está disponível 24 horas por dia através do número 760 450 911, tendo um custo de 0,60€ + IVA, independentemente da sua duração. Quando se liga para o número da linha de saúde animal, uma mensagem de voz pede que a chamada seja desligada, uma vez que o serviço ligará de volta, fazendo com que a chamada não tenha restrições de duração ou custos acrescidos.





terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Cão Caçador

Domingo foi dia de longo passeio pelo campo. Até aqui nada de novo, tirando o facto que o Cão rodou por todas as cinco pessoas do grupo e conseguiu deixar todos completamente cansados! Ah pois é... Cada vez que apanhava o rasto de coelhos, javalis, ou até perdizes era um arrastão pegado, levando toda a gente atrás da trela, por entre poças de lama e mato, mostrando a todos o motivo de até a Rainha Isabel I ter uma matilha de Beagles para as suas caçadas!
Resultado: no final tivemos humanos exautos e de língua de fora e um Cão completamente feliz!




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

De volta à rotina!

Que venha de lá mais um ano, com tudo de bom, sempre acompanhado por muita saúde, muito amor e aqueles mimimis do costume...
Pois bem, eu e o Cão estivemos de férias e hoje é aquele dia que nem é e nem deixa ser, com o meu regresso ao trabalho e o Cão de volta à sua rotina. Hoje de certeza que quando chegar a casa vou ter um Cão um bocadinho emburrado e a postos para me ferrar o dente como que em tom de ralhete do tipo "onde é que estiveste até agora?".
Nestas férias estivemos quase sempre juntos, demos longos passeios pelo campo, fizemos sestas à lareira e dormimos até tarde. Aproveitamos para brincar e explorar o instinto caçador do canito, numa caça ao coelho (nenhum animal ficou ferido ou traumatizado com a experiência, garanto!).
Noto que o Cão está um mimado da pior espécie, cada vez mais fingido: chega a uivar e a chorar de sofrimento por não conseguir chegar ao presépio para o destruir.
De receitas não acrescentei nada de novo ao cardápio, para além de umas costeletas de borrego grelhadas que ele conseguiu roubar. E não fui só eu que enjoei o peru de Natal, o Cão também já torcia o nariz quando cheirava a taça e lá estavam restinhos de peito de peru. Blhek. Sim, o Cão também se viu obrigado a comer restos, mas devidamente seleccionados!
Nos próximos dias espera-nos uma pescadinha cozida com legumes para desenjoar e uma dieta rigorosa para abater a manta adiposa que ganhamos nos entretantos.

Na noite de Passagem de Ano a questão dos foguetes preocupava-me bastante, e por isso decidi passar a meia noite com ele. Apanhou um cagaço valente, mas até acho que se portou à altura! Valeu a pena estar ao lado dele para o acalmar e dar-lhe um abracinho de Ano Novo que será certamente de mudanças nas nossas vidas e de muita felicidade. Para isso basta estarmos juntos.

Feliz 2017!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Sou uma sortuda

Que nunca me digam que um cão só dá é trabalho e que não dá lucro nenhum, só despesa!
É verdade a parte da despesa, mas uma pessoa consciente quando decide ter um cão já deve estar preparada para isso. É exactamente igual a um filho: é preciso cuidar, tratar, limpar, educar, passear, brincar. Faz tudo parte da responsabilidade de termos alguém ao nosso cuidado, mas também tirar partido e prazer disso.
Que atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de atirar um filho pela janela. Em momentos de pura raiva, em que vejo uns sapatos novos todos roídos ou peças de roupa que mais gosto tudo rasgado pelo chão, penso em lhe abrir a porta da rua e deixá-lo ir à sua vidinha, morar debaixo da ponte para finalmente dar valor ao que tem! Óbvio que nunca faria isso. Assumo a decisão que tomei de ter um Cão. Arrependo-me às vezes por ter escolhido um Beagle, é uma raça que não é para qualquer dono. Quem tem um Beagle sabe do que falo. Mas agora é para ser até ao fim da vida, da minha ou da dele.
É indiscutível a ajuda que este Cão me tem dado, tem mostrado mais amor por mim do que qualquer amigo que tive até hoje. Tem sido o meu maior apoio e isto nunca se esquece, nem se deixa ficar para trás em circunstância alguma.
Neste Outono a coisa não tem andado fácil, sinto-me um bocadinho mais em baixo e a vontade de continuar a minha jornada não é a mesma. Ás vezes a coisa vacila. Mas o Cão está lá sempre para me fazer companhia e lembrar o que é amor e amizade de verdade. Afinal até sou uma sortuda.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Frango com ervilhas, e o furto da Feijoada...

Ervilhas, este é o Cão. Cão, estas são as ervilhas. Cumprimentem-se e dêem-se bem, por favor. Nada de constrangimentos.
Cão, espero que seja o início de uma bela amizade, dado que no passado fim de semana encontrei-te na casa da avó a comer uma Feijoada que elegantemente furtaste de cima da bancada da cozinha. Com chouriço, batata normal, cebola, alhos e tudo o que é suposto ser proibido na tua alimentação.
Aos teus olhos devo ser uma mãe negligente enquanto a tua avó é uma espécie de super-herói.

Tenho andado de olho em ti, mas apenas te noto uma pançola saliente e uns puns envergonhados, resultado da felicidade que tiveste nesse dia. Para além do saquinho do cocó, vou começar a andar com os comprimidos para a azia dentro da mala.
Just in case...


Frango com Ervilhas


Ingredientes

3 coxas de frango do campo
1/2 chávena de arroz integral
1 cabeça de nabo
2 cenouras médias
1/2 courgete
1 frasco grande de ervilhas
sal q.b.


Preparação

Num tacho largo colocar as coxas de frango, tapar com água e deixar cozer por 10 minutos após levantar fervura.
Tirar o frango, acrescentar água e quando começar a ferver adicionar o arroz integral. Depois de 10 minutos acrescentar todos os legumes cortados aos cubinhos e as ervilhas. Deixar cozinhar por mais 15 minutos. Passado esse tempo juntar o frango desfiado e sem ossos, cortado aos pedaços pequenos e uma pitadinha de sal. Cozer por mais 10 minutos.
Servir em porções à temperatura ambiente, com 1 colher de café de farinha de casca de ovo e um fio de azeite, se necessário.
Também se pode juntar ervas aromáticas a gosto, no momento de servir.

Pode-se congelar em porções diárias, aguenta até 1 mês no congelador.

Por tentar manter as propriedades da comida, deixo descongelar à temperatura ambiente. Por exemplo, tiro do congelador à noite para servir de manhã.
Evito ao máximo usar o microondas com a comida do Cão. E com a minha também...



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Trela ou Peitoral?

Desde o primeiro momento como dona de um Cão, que decidi que só lhe ia colocar peitorais. A ideia de ver o meu Cão preso a uma trela ao pescoço como uma besta, ou um animal feroz feria-me os pensamentos. E para além do mais, sempre considerei os peitorais bem mais confortáveis para os cães, para os donos e muito mais elegantes e charmosos do que a trela de pescoço.
Sempre achei que ao ver um cão com um peitoral já lhe estava implícito o amor, a preocupação e a vaidade do dono!
Para o enxoval do Cão comprei um primeiro peitoral que pareciam umas cuecas invertidas, vermelho e em pele, e que segundo os entendidos da marca proporcionava maior conforto ao dono e ao cão.  Pois bem: fui enganada. Aquilo era tudo menos confortável. Cheguei a chamar o Cão de o "Fugas", porque nos primeiros passeios, a tentar que ele percebesse que tinha de ir onde eu ia, ele emburrava e fincava as patas enquanto eu ao puxar, lhe despia o peitoral e só já o conseguia ver a caminho da liberdade. Foram uns tempos de sofrimento, enquanto esperava que ele crescesse para lhe comprar outro. Lá comprei um segundo peitoral que prendia ao pescoço e na barriga, com o arnês a meio do dorso. Mais um que não era anti-fugas nem anti-birras... Já nem para falar, que por esta altura o cão já estava a ficar adulto e cheio de força para me puxar. Por causa dos puxões, ainda tive de andar muito tempo a pôr pomada num ombro, que inflamou por causa das constantes investidas. Até de joelhos esfolados cheguei a andar, por ser arrastada por ele. E sim, é só um Beagle mas tem a força de mil bois...
Decidi que os passeios com o Cão, principalmente os do final do dia, tinham de ser relaxantes para mim e não dolorosos como andavam a ser.
Investi num peitoral tipo "Julius-K9", o suposto supra-sumo dos peitorais, o melhor dos melhores, os únicos e os inconfundíveis! Com bandas laterais para colocar o nome e personalizar, com a banda da frente em material reflector, e interior forrado a pelinho. Era mais confortável para mim, e os puxões eram amortecidos pela faixa frontal que lhe ficava no peito, mas para ele torna-se mais fácil de me arrastar e de fazer força, como se de uma carroça se tratasse. A minha mão ficava dormente de fazer tanta força a agarrar a trela.
Quando o Cão fez 1 ano, ofereci-lhe como prenda de aniversário uma aula de comportamento, direccionada ao passeio. A fera revelou-se. Foi um festival de pinotes ser ao contrariado pelo treinador! Ao fim de 1 hora de tourada, lá acalmou pelo cansaço. O treinador aconselhou-me a usar trela de pescoço e a pôr de parte os peitorais, começando a transição por uma trela estranguladora. Caiu-me tudo aos pés... Ora eu, que não usava trela no pescoço por achar horrível, tinha agora de usar uma coisa muito pior: uma trela estranguladora! E usei, e fiz muito bem. Ele aprendeu a caminhar ao meu lado e a respeitar-me mais. Agora uso-lhe a trela no pescoço e um lencinho com a medalha de identificação.
And I like it.
Mas isto da trela ou peitoral tem muito que se lhe diga e há diversas opiniões acerca do assunto. Eu apenas posso partilhar a minha opinião, nada é generalizado porque cada caso é um caso, e o que é o ideal para mim pode ser um pesadelo para outro dono. É ir por tentativas até encontrar o que é mais confortável para cão e dono.


O primeiro peitoral, as tais "cuecas invertidas"

http://www.tiendanimal.pt/arnes-para-caes-macleather-classic-vermelho-p-7066.html
O Cão com a birra, e o segundo peitoral

http://www.petcity.pt/pt/coleirastrelasacaimes/421-peitoral-nylon-ajustavel.html#/peitoral_em_nylon_cor-vermelho/peitoral_em_nylon-peitoral_s_m_40_65cm_15mm
O super peitoral que nada resolveu

http://www.tiendanimal.pt/arnes-acolchoado-teflon-para-caes-robustos-p-5848.html
O melhor até agora: a trela simples
by loja dos chinocas lá do bairro


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Loja ZU

Recentemente descobri a ZU, uma rede de lojas de animais que pertence ao grupo Sonae, que dispõe de marcas e rações que normalmente eu só encontro online.
Pena só haver ainda 4 lojas (Braga, Matosinhos, Cascais e Lisboa-Colombo).
Já há muito tempo que eu andava para experimentar a ração da Dingo Natura Diet, e tal não foi o meu espanto quando vi quase toda a gama mesmo ali à minha frente.
Pedi aconselhamento ao funcionário, por causa da sensibilidade gástrica do Cão e embora já soubesse que a Dingo produz rações com uma quantidade mínima de cereais, alto teor de fibra e proteína e hipoalergénicas, achei melhor ir para uma ração ainda com maior tolerância gastrointestinal.
Mesmo a dar ANC (Alimentação Natural Cozida) ao Cão, gosto sempre de ter ração para lhe colocar nos  brinquedos para ele se manter entretido e estimulado enquanto está sozinho em casa.
Escolhi a "Lamb and Rice", e já está aprovadíssima pelo Cão.
Também achei interessante o uso de dispensadores gigantes de biscoitos em modo self-service, que podemos encher em copinhos por 2€/copo. Claro está que também veio um copo cheio de biscoitos cá para casa...
Foi ainda bom ver de perto as várias trelas da Zee.dog, já tinha comprado uma online para o Cão, mas vê-las de perto é ainda mais tentador, dá vontade de comprar uma de cada padrão, pena que o orçamento já estava curto...


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Workshop - Delícias Natalícias para o seu patudo

Adoro beber este tipo de informações e aprender mais sobre um tema que me desperta tanta curiosidade.

A Pet Party Events, juntamente com a veterinária Karla Pinto (especialista em formulação de alimentação para cães), organiza no próximo dia 10 de Dezembro, na Tapada da Ajuda em Lisboa, um workshop direccionado à alimentação animal, revendo os alimentos permitidos e proibidos nesta quadra natalícia.

No workshop os donos e amigos vão ainda aprender a fazer um Bolo-Rei para os patudos, e no final levam ainda um presente para os patudos!
O workshop tem o custo de 20€ por pessoa (materiais incluidos) e a inscrição pode ser feita através do email: petpartyevents@gmail.com

Infelizmente, é com muita pena que não vou poder participar neste workshop, mas as minhas funções como madrinha de gémeas nesse fim-de-semana chamam mais alto e lá vou ter de as acompanhar em mais uma etapa importante das suas vidas...

Mas se não fosse pelas minhas "afilhés", este workshop de certezinha absoluta que não me escapava!

De qualquer forma fica a sugestão:

Workshop - Delícias Natalícias para o seu patudo

Mais Informações: http://petpartyevents.blogspot.pt/

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte II

Ora bem, há dias em que ando com a cabeça no ar, chego tarde a casa, deixo-me dormir no sofá assim que acabo de jantar, cansada do trabalho, dos meus pensamentos e do lufa lufa do dia-a-dia.
Há mesmo dias de cão, e ultimamente tenho tido uns quantos...
No meio do cansaço tenho que ter tempo para brincadeiras e passeios com o Cão e para limpar os aposentos dele todos os dias, mas entre refeições para ele e refeições para mim algumas coisas vão ficando para trás.
Na volta esqueço-me de descongelar a comida para ele quando não tenho oportunidade de lhe fazer a comidinha. Esta semana voltou a acontecer.
Mais uma vez tive de fazer uma grande ginástica imaginativa da pouca que tenho disponível de manhã.
As minhas manhãs são todas em piloto automático e quando alguma coisa me fura o esquema, entro em colapso nervoso e já fico com um olho com chiliques saltitantes o resto do dia...


Refeição do desenrasca - Parte II


1 chávena de arroz integral cozido
1/2 maçã com casca, ralada ou em cubinhos
1 cenoura pequena ralada
1 peito de frango desfiado (sobras de frango assado)
1 fio de azeite
água quente


Basicamente é juntar tudo numa taça e mexer bem, para que a água aqueça os outros ingredientes, e servir sua majestade quando estiver tudo à nossa temperatura corporal.
Para saber se está à nossa temperatura corporal basta colocar um pouquinho da comida/líquido na parte de dentro do pulso. Se acharmos que está muito quente é porque está acima da temperatura do nosso corpo.

Inspirei-me nas dicas dadas pelas autoras do ABCão.




terça-feira, 15 de novembro de 2016

Cãopiloto

Sabe sempre bem passear com companhia, mas no meu caso é mais uma cãopanhia!
Aos fins de semana gosto de ter sempre o cão comigo, vá eu para onde for.
Antes de me ter aventurado com isto de me enfiar no carro com o Cão, tentei perceber ao nível de código da estrada que cuidados deveria ter, até para não correr o risco de ser multada pelos senhores agentes da autoridade.
Pois bem, o engraçado é que o código da estrada não é específico quanto ao transporte de animais, apenas que devem ser considerados como carga e que não podem de forma alguma prejudicar a condução ou a visibilidade do condutor.
Com isto eu entendi que o Cão podia ser transportado como eu acharia mais conveniente e confortável desde que cumprisse essas regras.
A lei apenas nos diz que o incumprimento destas simples regras pode levar ao pagamento de multas que podem ir dos 60 aos 600 euros, dependendo da gravidade dos casos.
A nível de licença especial para transportar um animal, também não há nada a apontar, apenas a obrigatoriedade de ter sempre os documentos do animal connosco (boletim de vacinas em dia, registo na junta de freguesia e seguro quando aplicável).
Para percursos pequenos comecei por transportar o Cão na bagageira do carro (comercial) e ele subia para cima da chapeleira e podia apreciar as vistas, mas nas travagens mais bruscas ou curvas mais apertadas, sentia-o muito solto e desamparado lá atrás.
Comprei um cinto para o poder transportar no banco da frente ao meu lado, tipo cãopiloto que é uma espécie de trela para prender onde se insere o cinto de segurança e é o que prefiro. Este cinto de segurança pode ser preso à trela ou ao peitoral, sendo que para distâncias curtas uso a trela, mas para distâncias mais longas e de caminho desconhecido uso o peitoral que é mais seguro evitando o estrangulamento em caso de acidente:

http://www.tiendanimal.pt/technical-adaptador-para-cinto-seguranca-p-10694.html

Comprei ainda uma grelha divisória com ventosas e adaptável, para casos onde ele tenha de ir na mala do carro, e assim dividir mercadoria ou bancos traseiros e Cão, e evita que ele possa ser projectado para a frente:

http://www.tiendanimal.pt/barras-separadoras-para-caes-c-1_246_866.html

Claro que estes métodos apenas se aplicam a cães, pois a forma mais estável de transportar um animal é recorrendo a uma caixa transportadora, para evitar que os animais se desloquem dentro da viatura ou ter algum comportamento imprevisível que possa distrair o condutor. Ora imaginem conduzir um carro com um gato assanhado lá dentro!



As barras
O cinto de segurança