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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O Cão 'El Chapo'

O Cão tornou-se um especialista em contornar tudo o que lhe seja um obstáculo à fuga. Impressionantes são as artimanhas que o patife encontra para se escapulir, sempre detalhadamente estudadas para que seja um verdadeiro quebra-cabeças descobrir como ele conseguiu fugir.
Mete o 'El Chapo' a um canto.

Acrescentar ainda que a casa dos meus pais foi toda vedada por causa deste diabrete de quatro patas.
Vedação essa que teve de sofrer várias obras de melhoramento, por causa de se mostrar pouco eficaz à causa. Vários buracos foram feitos por baixo e na própria vedação.
O meu Cão fazia buracos para sair, e o dos meus pais fazia buracos para entrar quando ficava "preso" do lado de fora. Um trabalho corporativo portanto.

A último plano de fuga consistiu em servir-se de todas as ferramentas possíveis e imaginárias para tentar chegar a um gato remeloso que viu passar para além da vedação da casa dos meus pais.
Começou por fazer cair um vaso de flores, que usou para subir para cima de um poço inactivo que tem uma tampa de alvenaria, daí subiu para uma mini estufa onde os meus pais tinham um "berçário" de pimentos para a horta destruindo tudo o que encontrou pela frente, saltou para cima do galinheiro e desencadeou um cacarejar de alvoroço na capoeira, um outro salto desengonçado por cima de uma nespereira e aterrou no chão depois de uns bons dois metros de altura rumo à liberdade.

Para apurar esta sequência digna de um Sherlock Holmes tive de arriscar e deixá-lo fazer tudo uma segunda vez.

O problema nestas fugas é que o desespero de não saber onde o Cão anda é grande demais. Uma dessas vezes fui encontrá-lo preso dentro de um barracão ao fim de uma hora sem saber dele, e ainda hoje me pergunto se a ideia era roubarem-no ou ligarem para o número que está na medalha que anda sempre na coleira dele. Fica a dúvida.


Zoom ao máximo para confirmar que estava a tentar passar por baixo do portão...

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Bolo de aniversário para Cão e o medo das velas

No passado dia 10 de Abril, foi dia de celebrar as 3 Primaveras do Cão mais destrambelhado do mundo: o meu.
A receita já não é novidade aqui por casa, embora desta vez tenha feito umas pequenas adaptações com o que tinha na despensa. Em todo o caso, segue a receita original e à frente as alterações que fiz:

·         1 ovo
·         ½ chávena de manteiga amendoim
·         ¼ chávena de óleo vegetal (substitui por óleo de côco)
·         1 colher de chá de extrato de baunilha
·         1/3 chávena de mel
·         1 chávena de cenoura ralada (substitui por maçã reineta ralada)
·         1 chávena de farinha integral (substitui po farinha de arroz e aveia)
·         1 colher de chá de fermento em pó ou bicarbonato de sódio

Pré-aquecer o forno a 180 graus.
Untar uma forma (a minha deve ter uns 14cm de diâmetro) com azeite e forrar o fundo com papel vegetal para evitar ficar com o fundo colado à forma.
Numa taça misturar o ovo, a manteiga de amendoim, o óleo, a baunilha e o mel.
Juntar a cenoura ralada e aos poucos adicionar a farinha e o bicarbonato/fermento até estar tudo bem misturado.
Deitar numa forma pequena e deixar cozer por 20 minutos mais coisa menos coisa (fazer o teste do palito para ter a certeza que está cozido).

Desenformar e deixar arrefecer sobre uma rede.

Cortar ao meio e rechear com o que apetecer dentro dos alimentos permitidos, como por exemplo: manteiga de amendoim, manteiga normal (de preferência de pasto) ou até patê para cão.
Neste caso usei queijo creme com um fio de mel por cima porque a ideia era partilhar o bolo com os humanos. 

Enfim, tudo é alheio ao Cão e quer lá ele saber se é o dia de aniversário dele ou não. Até se acenderem as velas. É vê-lo a transformar-se num autêntico Houdini e fazer-se desaparecer quase instantaneamente. Ainda pensei em meter um foguete no bolo, mas para evitar possíveis ataques cardíacos, achei por bem evitar.

De prendas recebeu: duas bolas de ténis, um brinquedo de corda e um Dentastix gigante.
Como não é um Cão de grandes pretensões, a prenda preferida dele foi uma garrafa de água vazia com tampa. E sim, aqui a tampa faz toda a diferença. É a tampa que faz aquele brinquedo barulhento valer a pena.


Entretanto é com lamento que informo que estas prendas tragicamente se juntaram dias depois a todos os outros brinquedos que ele já teve: No Céu dos brinquedos do meu Cão.


As velas: mundialmente conhecidas como impiedosas assassinas de cães.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Saúde Animal 24

O final de 2016 trouxe-me uma boa notícia: a criação da primeira linha telefónica de assistência em saúde veterinária, a “Saúde Animal 24”. O que quer dizer que agora quando o Cão tiver algum problema de saúde, esta linha pode ajudar a despistar situações médicas que podem ser resolvidas em casa, sem uma deslocação ao veterinário.

Podemos informar-nos por exemplo acerca das vacinas obrigatórias, viagens, intoxicações, nutrição, e até comportamento, sendo que o principal objectivo desta linha é ajudar a resolver dúvidas do quotidiano que muitas vezes surgem fora de horas ou que não se enquadram no propósito das consultas veterinárias, englobando quase todas as espécies de animais domésticos: cães, gatos, cavalos, hamsters, porquinhos de índia, periquitos, catatuas, répteis, etc.

É mais seguro ligar para esta linha do que ficarmos pela informação muitas vezes turva que a Internet nos dá, porque do outro lado da linha poderemos contar com profissionais que podem encaminhar os clientes para uma clínica ou hospital veterinário da sua freguesia de residência. Através de um telefonema, os médicos podem explicar a gravidade e complexidade de uma problema que por vezes pode passar despercebido aos donos, alertar para os principais cuidados de saúde e incentivar uma visita ao veterinário sempre que considerem necessário.

O que também me deixa feliz é o facto de esta linha ser uma mais valia para as populações isoladas que não têm um consultório por perto, permitindo-lhes o acesso a médicos veterinários. Alguns dados estatísticos preocupantes dizem-nos que cerca de 70% dos gatos e entre 30 e 40% dos cães nunca foram vistos por um veterinário.

A Saúde Animal 24 está disponível 24 horas por dia através do número 760 450 911, tendo um custo de 0,60€ + IVA, independentemente da sua duração. Quando se liga para o número da linha de saúde animal, uma mensagem de voz pede que a chamada seja desligada, uma vez que o serviço ligará de volta, fazendo com que a chamada não tenha restrições de duração ou custos acrescidos.





terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Cão Caçador

Domingo foi dia de longo passeio pelo campo. Até aqui nada de novo, tirando o facto que o Cão rodou por todas as cinco pessoas do grupo e conseguiu deixar todos completamente cansados! Ah pois é... Cada vez que apanhava o rasto de coelhos, javalis, ou até perdizes era um arrastão pegado, levando toda a gente atrás da trela, por entre poças de lama e mato, mostrando a todos o motivo de até a Rainha Isabel I ter uma matilha de Beagles para as suas caçadas!
Resultado: no final tivemos humanos exautos e de língua de fora e um Cão completamente feliz!




segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Frango com ervilhas, e o furto da Feijoada...

Ervilhas, este é o Cão. Cão, estas são as ervilhas. Cumprimentem-se e dêem-se bem, por favor. Nada de constrangimentos.
Cão, espero que seja o início de uma bela amizade, dado que no passado fim de semana encontrei-te na casa da avó a comer uma Feijoada que elegantemente furtaste de cima da bancada da cozinha. Com chouriço, batata normal, cebola, alhos e tudo o que é suposto ser proibido na tua alimentação.
Aos teus olhos devo ser uma mãe negligente enquanto a tua avó é uma espécie de super-herói.

Tenho andado de olho em ti, mas apenas te noto uma pançola saliente e uns puns envergonhados, resultado da felicidade que tiveste nesse dia. Para além do saquinho do cocó, vou começar a andar com os comprimidos para a azia dentro da mala.
Just in case...


Frango com Ervilhas


Ingredientes

3 coxas de frango do campo
1/2 chávena de arroz integral
1 cabeça de nabo
2 cenouras médias
1/2 courgete
1 frasco grande de ervilhas
sal q.b.


Preparação

Num tacho largo colocar as coxas de frango, tapar com água e deixar cozer por 10 minutos após levantar fervura.
Tirar o frango, acrescentar água e quando começar a ferver adicionar o arroz integral. Depois de 10 minutos acrescentar todos os legumes cortados aos cubinhos e as ervilhas. Deixar cozinhar por mais 15 minutos. Passado esse tempo juntar o frango desfiado e sem ossos, cortado aos pedaços pequenos e uma pitadinha de sal. Cozer por mais 10 minutos.
Servir em porções à temperatura ambiente, com 1 colher de café de farinha de casca de ovo e um fio de azeite, se necessário.
Também se pode juntar ervas aromáticas a gosto, no momento de servir.

Pode-se congelar em porções diárias, aguenta até 1 mês no congelador.

Por tentar manter as propriedades da comida, deixo descongelar à temperatura ambiente. Por exemplo, tiro do congelador à noite para servir de manhã.
Evito ao máximo usar o microondas com a comida do Cão. E com a minha também...



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Loja ZU

Recentemente descobri a ZU, uma rede de lojas de animais que pertence ao grupo Sonae, que dispõe de marcas e rações que normalmente eu só encontro online.
Pena só haver ainda 4 lojas (Braga, Matosinhos, Cascais e Lisboa-Colombo).
Já há muito tempo que eu andava para experimentar a ração da Dingo Natura Diet, e tal não foi o meu espanto quando vi quase toda a gama mesmo ali à minha frente.
Pedi aconselhamento ao funcionário, por causa da sensibilidade gástrica do Cão e embora já soubesse que a Dingo produz rações com uma quantidade mínima de cereais, alto teor de fibra e proteína e hipoalergénicas, achei melhor ir para uma ração ainda com maior tolerância gastrointestinal.
Mesmo a dar ANC (Alimentação Natural Cozida) ao Cão, gosto sempre de ter ração para lhe colocar nos  brinquedos para ele se manter entretido e estimulado enquanto está sozinho em casa.
Escolhi a "Lamb and Rice", e já está aprovadíssima pelo Cão.
Também achei interessante o uso de dispensadores gigantes de biscoitos em modo self-service, que podemos encher em copinhos por 2€/copo. Claro está que também veio um copo cheio de biscoitos cá para casa...
Foi ainda bom ver de perto as várias trelas da Zee.dog, já tinha comprado uma online para o Cão, mas vê-las de perto é ainda mais tentador, dá vontade de comprar uma de cada padrão, pena que o orçamento já estava curto...


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Workshop - Delícias Natalícias para o seu patudo

Adoro beber este tipo de informações e aprender mais sobre um tema que me desperta tanta curiosidade.

A Pet Party Events, juntamente com a veterinária Karla Pinto (especialista em formulação de alimentação para cães), organiza no próximo dia 10 de Dezembro, na Tapada da Ajuda em Lisboa, um workshop direccionado à alimentação animal, revendo os alimentos permitidos e proibidos nesta quadra natalícia.

No workshop os donos e amigos vão ainda aprender a fazer um Bolo-Rei para os patudos, e no final levam ainda um presente para os patudos!
O workshop tem o custo de 20€ por pessoa (materiais incluidos) e a inscrição pode ser feita através do email: petpartyevents@gmail.com

Infelizmente, é com muita pena que não vou poder participar neste workshop, mas as minhas funções como madrinha de gémeas nesse fim-de-semana chamam mais alto e lá vou ter de as acompanhar em mais uma etapa importante das suas vidas...

Mas se não fosse pelas minhas "afilhés", este workshop de certezinha absoluta que não me escapava!

De qualquer forma fica a sugestão:

Workshop - Delícias Natalícias para o seu patudo

Mais Informações: http://petpartyevents.blogspot.pt/

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte II

Ora bem, há dias em que ando com a cabeça no ar, chego tarde a casa, deixo-me dormir no sofá assim que acabo de jantar, cansada do trabalho, dos meus pensamentos e do lufa lufa do dia-a-dia.
Há mesmo dias de cão, e ultimamente tenho tido uns quantos...
No meio do cansaço tenho que ter tempo para brincadeiras e passeios com o Cão e para limpar os aposentos dele todos os dias, mas entre refeições para ele e refeições para mim algumas coisas vão ficando para trás.
Na volta esqueço-me de descongelar a comida para ele quando não tenho oportunidade de lhe fazer a comidinha. Esta semana voltou a acontecer.
Mais uma vez tive de fazer uma grande ginástica imaginativa da pouca que tenho disponível de manhã.
As minhas manhãs são todas em piloto automático e quando alguma coisa me fura o esquema, entro em colapso nervoso e já fico com um olho com chiliques saltitantes o resto do dia...


Refeição do desenrasca - Parte II


1 chávena de arroz integral cozido
1/2 maçã com casca, ralada ou em cubinhos
1 cenoura pequena ralada
1 peito de frango desfiado (sobras de frango assado)
1 fio de azeite
água quente


Basicamente é juntar tudo numa taça e mexer bem, para que a água aqueça os outros ingredientes, e servir sua majestade quando estiver tudo à nossa temperatura corporal.
Para saber se está à nossa temperatura corporal basta colocar um pouquinho da comida/líquido na parte de dentro do pulso. Se acharmos que está muito quente é porque está acima da temperatura do nosso corpo.

Inspirei-me nas dicas dadas pelas autoras do ABCão.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte I

Segunda-feira de manhã. Dia de trabalho. Deixo-me dormir. Acordar, ir ao frigorífico e perceber que me esqueci de descongelar comida para o Cão na noite anterior. Tão bom... E o Cão a olhar-me fixamente como que a condenar-me pela negligência parental.
Olho para o relógio e já estou atrasada, entre banho, secar cabelo, vestir, calçar sem me voltar a esquecer que as meias são primeiro que os sapatos, arranjar marmitas e lanches para o trabalho, e o Cão continua a julgar-me.
Rapidamente atiro  o que me vou lembrando para dentro de uma panelinha. Deixo arrefecer e surpreendo o Cão com uma super refeição para começar bem o dia!
O meu pequeno-almoço? Bem, esse é atirado para dentro do saco do trabalho porque já não há tempo para mordomias. Nem um cafézinho amigo...



Refeição do desenrasca - Parte I

Ingredientes:
50gr de esparguete integral
2 punhados de espinafres biológicos
1 cenoura média aos cubos
1 ovo biológico
1 peito de frango pequeno aos cubos
1 fio de azeite
1 pitadinha de sal

Preparação:
Basicamente atirar todos os ingredientes para dentro de uma panelinha e deixar cozer porque o relógio está a contar! Claro que só junto o esparguete partido aos bocadinhos e o ovo no fim da água estar a ferver.
Sirvo para um prato para deixar arrefecer e junto um fiozinho de azeite.
Servir quando estiver à volta dos 30ºC, e na gamela devida...

Nada mal, pois não?



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Farinha de casca de ovo

Já por muitas vezes aqui falei neste suplemento alimentar canino.
As cascas de ovo têm cerca de 10x mais cálcio que o leite de vaca, e é de todo importante adicionar nutrientes tão importantes como estes na alimentação dos cães, uma vez que no mundo "doméstico" não damos aos nossos animais a oportunidade de os ir buscar aos ossos das "presas".
Não vou negar que dá um bocadinho de trabalho porque temos de retirar aquela película que está entre a casca e o interior do ovo. Há dias em que perco um bocadinho a paciência nessa parte da película, há outros em que acho altamente terapêutico, principalmente na parte em que parto as cascas e mando tudo para o lixo, por aquilo não sair por nada deste mundo. Em alguns sai essa película por inteiro, sem dar trabalho nenhum ou sem levar tempo. Outras estão agarradas tipo lapas, e as cascas vão-se partindo em micro pedaços tornando a tarefa quase impossível. Daí a eu nem sequer ter uma foto tirada por mim desse processo...
Mas apesar disso é importante esse passo de tirar essa película, porque se levarmos as cascas com isso ao forno ficamos com a cozinha empestada a inferno ardente com tudo a cheirar a esturro.

O meu lema é ter mais cascas de ovo do que as realmente vou usar, para colmatar os que vão por acabar por ir para o lixo.
As cascas de 6 ovos chegam perfeitamente para uns 2 meses, a servir uma colherzinha de café uma vez por semana.
Para conseguir esta quantidade tento ter as cascas de 8 ovos, para as eventualidades. Aproveito as cascas quando tenho de usar muitos ovos de uma  só vez.


Farinha de casca de ovo


Ingredientes:

Cascas de 8 ovos


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 150º.
Começar por lavar as cascas por dentro para retirar todos os vestígios de ovo. Com cuidado remover a película e secar bem as cascas com papel absorvente.
dispor as cascas num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e levar ao forno a secar por cerca de 10-15 minutos.
Retirar as cascas secas e triturar tudo no processador até ficar um pó fininho.
Deixar arrefecer completamente e guardar num frasco hermético à temperatura ambiente.
Esta farinha se estiver bem conservada aguenta cerca de 2 meses, mas se parecer não estar a ficar nas melhores condições é preferível descartar e fazer uma nova.
Servir uma colher de café a uma das refeições, uma vez por semana, misturada com a comida ou ração.
De notar o organismo tolera melhor a falta de cálcio do que o excesso, por isso temos de ter cuidado para não exagerar nas quantidades.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cão Friorento

Ele pode estar o roncar no sofá, mergulhado num sono profundo a sonhar que está a correr pelo monte enquanto dá às patas com um ladrar atabalhoado de nariz enfiado no braço do sofá, mas quando ouve o som do ventilador da casa de banho parece que ganha molas nas patas e vai logo a correr para o tapete da casa de banho anichar-se como se fosse uma lagarta enrolada.
Mas se lhe tentar vestir uma camisola, ele faz-se de morto e recusa-se a pôr-se de pé. O bicho tem uma dignidade a manter.
Enfim, ao que parece vem aí o frio e desta vez diz que é para valer! Prevê-se a descida acentuada das temperaturas e nunca é demais relembrar os cuidados que devemos ter:


www.portaldodog.com.br

domingo, 16 de outubro de 2016

ABCão

"ABCão" é o nome do livro recentemente adquirido cá para casa. Para mim é sempre um bom investimento gastar dinheiro em livros, e este já me andava debaixo de olho há muito tempo.
Como me interesso muito por nutrição e saúde animal, este livro veio a revelar-se uma grande ajuda na compreensão da alimentação e saúde canina.
Em suma, o "ABCão" resulta da parceria entre uma veterinária e uma nutricionista com o principal objectivo de esclarecer dúvidas e fazer sugestões que melhorem a vida dos nossos cães, dando provas de que a saúde anda sempre de mãos dadas com a alimentação.

Tal como os humanos, "também os cães são aquilo que comem" - e eu não podia estar mais de acordo!

Neste livro abordam-se temas como a identificação de doenças e intoxicações mais frequentes; o que devemos ter num "kit de primeiros socorros" canino e como tornar a alimentação canina "mais nutritiva substituindo a ração por produtos de maior qualidade, saborosos e saudáveis, completamente livres de conservantes e aditivos".
Inclui ainda várias receitas para cães incluindo refeições principais, pratos especiais, molhos, biscoitos e recompensas, receitas com pouca gordura para cães obesos ou convalescentes e ainda de um bolo de aniversário!

No livro já descobri que para o peso do Cão (+/- 20 Kg) e 18 meses, tem a idade equivalente a 20 anos humanos.
Ou seja: a idade da parvoíce e do "eu é que sei".



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Pescada com Legumes para o Cão

Mais uma receita testada e aprovada pelo Sr. Cão.
Desta vez decidi usar pescada como proteína principal. De legumes, optei por comprar uma caixa de legumes para sopa, daquelas que trazem legumes frescos e permitem ter vários tipos na mesma sopa.
De peixe, comprei medalhões de pescada individuais congelados e higienizados. Na impossibilidade de lhe dar sempre peixinho fresco por causa do preço, acho esta a melhor opção.
Demora um bocadinho mais quando temos de cozer os ingredientes separadamente para poder pesar e seguir as percentagens correctas, mas sem dúvida que vale a pena!


Ingredientes:
4 medalhões de pescada congelados
1 caixa de legumes para sopa (1 cenoura média, 1 cabeça de nabo, 1/4 de couve lombardo, 1 molho de nabiças, 1 pedaço de abóbora)
1 batata doce com cerca de 500 gr
1/2 chávena de arroz integral
1 pitadinha de sal
1 ovo grande biológico


Preparação:
Numa panela grande colocar os medalhões de pescada descongelados e cobrir com água. Deixar levantar fervura e deixar cozinhar por 10 minutos.
Entretanto descascar e lavar os legumes e as verduras e cortar tudo aos cubinhos.
Retirar o peixe da panela e acrescentar água. Deixar levantar fervura, e acrescentar todos os legumes à panela. Desfiar o peixe.
Passados 15 minutos de ter os legumes a cozer retirar e reservar. Juntar o arroz integral à água e deixar cozer por mais 25 minutos.
Acrescentar os legumes cozidos, o peixinho desfiado e o ovo e cozer por mais 10 minutos, acrescentado uma pitadinha de sal.
Deixar arrefecer e guardar no frigorífico, numa caixa hermética.
Servir esta espécie de sopa em porções, com o ovo picado e um fiozinho de azeite.
Também se pode acrescentar salsa ou coentros picados e farinha de casca de ovo.
Esta quantidade dá para cerca de 8 refeições canídeas.

Pelas minhas contas fica cada refeição a cerca de 0,60€.






segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Legumada de Frango à Cão

Em vez de ser à moda dos restaurantes típicos como "Bifanas à Mestre", "Bacalhau à Chef" "Feijoada Transmontana à Patrão" e afins, esta é uma receita de "Legumada de Frango à Cão".
Não que tenha sido ele a fazer, com muita pena minha... Não que não seja capaz, o problema é que não consegue tirar a panela do armário... Só por isso.


Ingredientes:
10 asas de frango do campo
2 courgetes médias com casca
3 cenouras médias
1 chávena de arroz integral
1 pitada de sal



Preparação:
Numa panela larga meter as asas de frango, tapar com água e deixar cozinhar por cerca de 15 minutos.
Entretanto descascar a cenoura e lavar muito bem juntamente com a courgete. Cortar tudo aos cubinhos.
Tirar as asas de frango da panela e deixar arrefecer.
Juntar mais água à panela e deixar levantar fervura antes de adicionar os legumes e o arroz. Deixar cozer por cerca de 30 minutos. Dessossar as asas e picar a carne juntamente com a pele. Juntar o frango à panela e deixar cozer por mais 5 minutos.
Por usar a pele do frango, não junto azeite no momento de servir, dado que a gordura do frango já é suficiente. Junto apenas algumas ervas picadas, por exemplo salsa, e uma colher de café de cascas de farinha de ovos.

Sei que as asas de frango não são de todo um bom "corte de carne", mas o cão está em idade activa e é tão mexido que considero que este tipo de gorduras são importantes na dieta dele.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Receita Canina: "Cozido à Portuguesa para Canitos"

Normalmente o meu programa de domingo à tarde é fazer comida.
Não é lá muito entusiasmante, eu sei, mas é por uma boa causa. Pela minha saúde e pela do cão.
Como os meus pais moram no campo e aos domingos vou a casa deles, aproveito e trago muitas coisinhas boas da horta e da capoeira! Quando chego a casa tento logo arranjar os legumes, as hortaliças e as frutas por forma a aguentarem mais tempo no frigorífico e serem mais práticos de utilizar durante a semana.

Mas como animal de hábitos que sou, para mim é importante criar uma rotina e enquanto preparo as minhas refeições para a semana, vou fazendo a comida para o cão.
A receita abaixo (que fiz neste último domingo) é uma espécie de "Cozido à Portuguesa" na versão canina!

Ingredientes:
2 chávenas de arroz integral
1/2 chávena de cuscuz biológico integral cozido
6 folhas de couve portuguesa
1/4 de abóbora manteiga
1 cenoura grande
1 perna com costa de frango do campo
½ peito de frango grelhado sem sal
2 rins de porco limpos, sem a parte branca central
1 ovo biológico cozido
salsa fresca para polvilhar no momento de servir
1 fio de azeite ou óleo de salmão no momento de servir
sal q.b.

Preparação:
Numa panela colocar as duas chávenas de arroz integral com 5 chávenas de água e uma pitadinha de sal. Deixar cozer por 40 minutos, até o arroz absorver toda a água. Reservar.
Num tacho colocar as folhas de couve muito bem lavadas, cortadas aos pedacinhos, com a abóbora e a cenoura aos cubinhos com uma pitadinha de sal. Deixar cozer por 20 minutos. Reservar.
Num outro tachinho colocar o frango (com a pele) e cozer por 30 minutos. Retirar e reservar o caldo.
Por último numa outra panelinha cozer os rins cortados aos pedaços e deixar cozer por 15 minutos. Reservar.

Para servir, dou-lhe uma porção de arroz e cuscuz, frango sem osso, ovo picadinho, legumes, e rim. Polvilho com salsa e rego com um fiozinho pequeno de azeite, ou com óleo de salmão.

Vou dividindo por porções por forma a dar para as refeições da semana, colocando mais arroz ou mais legumes. Tento usar o rácio de 30% de carne, no caso do frango, tiro os ossos e desfio a carne e pico a parte da pele. Como o cão está em idade activa faz-lhe falta esses tipos de gorduras na dieta dele. 40% de hidratos de carbono, neste caso o arroz e o cuscuz, 30% de vegetais e 5% de vísceras (aqui usei os rins).

Esta porção deu-me para 1 semana de refeições, mais 2 saquinhos com cerca de 600gr cada que congelei para situações SOS.



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Alimentos Proibidos na Alimentação Canina

Quando o cão chegou aos 9 meses, e depois de um episódio de colite, comecei a dar comida caseira.
Nunca me tinha apercebido que existem certos alimentos aos quais os cães são totalmente intolerantes.
Toda a vida tinha visto os meus pais darem os restos de comida aos cães que tínhamos, e isso para mim não tinha mal nenhum, a cadela de estimação dos meus pais chegou aos 19 anos de idade, e obviamente que morreu de velhice, já com a pelagem toda branquinha e sem dentes.

Para mim os cães só não suportavam uma coisa: feijões. A selecção que eles faziam na taça da comida, era tão pormenorizada que lambiam tudo, mas só deixavam os feijões. Seria porque eles lá no fundo sabiam que aquilo lhes faria gazes? Não gostavam do sabor? Da textura? Nunca soube bem porquê, nem consegui ainda descobrir, apenas parece que eles instintivamente sabem que aquilo lhes faz mal, embora não conste de nenhuma lista das que eu encontrei!

Mas nem para todos os alimentos esta faceta instintiva funciona. E é aí que os donos responsáveis entram em cena.
A minha forma de raciocínio é a seguinte: se os cães derivam dos lobos nos primórdios dos tempos, devemos dar-lhes uma alimentação aproximada com a que os lobos tinham e ainda têm à sua disposição na natureza, evitando o máximo de alimentos processados.


Na lista de alimentos proibidos que eu sigo estão:



  • Alho - se for 1/4 de alho/dia até faz bem mas torna-se tóxico se for em maior quantidade.
  • Cebola - provoca anemia
  • Abacate - tem um derivado de ácido gordo muito tóxico. E para quê dar isto ao cão??
  • Chocolate e derivados de cacau - não é digerível pelo fígado dos cães e pode mesmo ser letal
  • Chá preto e Café - a cafeína pode provocar arritmias e até ataques cardíacos
  • Bebidas alcoólicas e refrigerantes - não é preciso explicar pois não?
  • Açúcar - provoca cáries, diabetes, obesidade e torna o palato mais selectivo
  • Ossos - nem cozidos nem crus. Ao roer lascam-se pontas bicudas que podem furar os órgãos
  • Nozes - interferem com o sistema nervoso central levando à perda do equilíbrio
  • Pêssegos/Ameixas/Alperces - não a fruta, mas sim os caroços são altamente tóxicos
  • Uvas ou passas de uva - provocam falência renal
  • Peixe cru - contêm parasitas que só são eliminados com a cozedura ou congelamento
  • Soja e milho - provoca alergias
  • Batata branca comum - o amído causa desarranjos gastrointestinais
  • Massas cruas de pão ou bolos - o fermento transforma-se em açúcar que por sua vez se transforma em álcool
  • Sementes de linhaça - provocam intoxicação alimentar, mas o óleo de linhaça é tolerável
  • Pimenta - provoca gastrites e até úlceras
  • Sementes de maçã ou de pêra - libertam ácido cianídrico no estômago, mortal para os cães
  • Trigo - ponto crítico! Muitos animais são intolerantes ao glúten e a quase todos os cereais. Este eu tento evitar, por ver que no meu caso o cão fica com desconforto abdominal. Aqui entram produtos como as farinhas brancas de trigo, as massas, o pão, bolachinhas e afins...
  • Arroz branco - é mais calórico e tem açucares mais rapidamente absorvidos pelo organismo, provocados pelo processo de branqueamento a que é sujeito. Sem dúvida que prefiro o arroz integral, pela fibra e pela capacidade de saciar por mais tempo.
  • Leite - tal como alguns humanos, a lactose é intolerada pelo sistema digestivo dos cães provocando vómitos e diarreia, levando à falência do sistema imunitário.

Para me ajudar, uso esta cábula que tenho na porta do frigorífico e à qual recorro sempre que tenho dúvidas:

Por último, apenas relembrar que não devemos dar os nossos medicamentos a animais, a menos que sejam receitados por veterinários.
Também no caso das plantas, algumas são altamente tóxicas para os animais e muitas delas temo-las em casa e nem fazemos ideia.
Mais um assunto a aprofundar futuramente!



terça-feira, 6 de setembro de 2016

Levar a coisa a sério

Antes de começar a partilhar as receitas que faço, aviso que não sou veterinária nem tão pouco tenho formação em nutrição animal. Apenas pesquisei muito sobre o assunto por forma a tentar fazer um bom trabalho com o meu cão e não o prejudicar de alguma forma.
Assim, acho melhor falar de alguns aspectos que considero muito importantes e que fui retendo ao longo do processo:

  • Cada caso é um caso. Um cão idoso não precisará de repor níveis de energia como um cão jovem. De igual forma que um cão com algum quadro clínico necessitará de uma dieta especial, com adições ou restrições que um cão saudável não necessitará.
  • O aconselhamento veterinário é essencial para perceber se o cão requer alguma dieta específica, se tem o sistema gastrointestinal sensível ou  até mesmo alguma intolerância. Proporcionar ao cão uma alimentação desadequada pode desencadear ou agravar problemas de saúde.
  • Devemos assumir o compromisso de fazer a comida ao nosso cão com responsabilidade, ou então mais vale nem começar, há que ter em mente a possibilidade dos distúrbios alimentares que lhe podemos causar. Acredito que a maioria dos veterinários aconselhe os donos a dar ração pelo receio de ser uma decisão assumida sem noção dos nutrientes, vitaminas, minerais e ácidos gordos necessários ao bom desenvolvimento do animal.
  • Embora não deixe de ser "comida para cão", procuro sempre encontrar o equilíbrio correcto entre os níveis de proteína animal, gorduras, hidratos de carbono, legumes, hortaliças e até frutas, porque dar comida caseira ao cão não é de todo dar-lhe os restos da nossa comida. Nem tão pouco dar apenas arroz cozido com frango e cenoura, à excepção de indicação do veterinário para o fazer.
  • Existe uma lista de alimentos proibidos. Alguns deles muito importantes na alimentação humana, mas altamente prejudiciais a um cão quando adicionados à sua dieta. Não podemos ignorar este ponto. Mais à frente falarei deles com a devida atenção.
  • É importante ir introduzindo novos alimentos de forma gradual na dieta canina, um de cada vez. Só desta forma conseguimos descobrir possíveis alergias a algum alimento.
  • Guardo sempre a comida no frigorífico numa caixa hermética.
  • Para aquecer junto na taça dele um bocadinho de água a ferver e misturo bem até ficar a uma temperatura em que ele não queime os bigodes.
  • Não junto azeite na cozedura dos alimentos, para não saturar a gordura. Antes de servir é que junto um fiozinho de azeite ou óleo de salmão.
  • Costumo usar alguns complementos na alimentação do cão, que sei que mal não fazem e só podem trazer benefícios, como é o caso de farinha de cascas de ovo (tem 10x mais cálcio que o leite), óleo de salmão, sal (pouquinho) e ervas aromáticas - para além de proporcionar novos sabores, as propriedades medicinais das ervas aromáticas já não são novidade para ninguém.
  • Especialistas em nutrição animal aconselham que se dê ao cão a quantidade de comida cozida equivalente a 5% do seu peso corporal. No caso do meu, que pesa cerca de 18kg, o ideal será dar-lhe 800gr de comida por dia. Sinceramente acho um exagero. Dou cerca de 500gr por dia e o cão está com o peso considerado ideal pela veterinária.
Tudo isto parece um exagero, e como diria um brasileiro: "nossa, que frescura!", mas pessoalmente prefiro levar a coisa a sério, para que o cão tenha uma saúdinha da boa!