quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Trela ou Peitoral?

Desde o primeiro momento como dona de um Cão, que decidi que só lhe ia colocar peitorais. A ideia de ver o meu Cão preso a uma trela ao pescoço como uma besta, ou um animal feroz feria-me os pensamentos. E para além do mais, sempre considerei os peitorais bem mais confortáveis para os cães, para os donos e muito mais elegantes e charmosos do que a trela de pescoço.
Sempre achei que ao ver um cão com um peitoral já lhe estava implícito o amor, a preocupação e a vaidade do dono!
Para o enxoval do Cão comprei um primeiro peitoral que pareciam umas cuecas invertidas, vermelho e em pele, e que segundo os entendidos da marca proporcionava maior conforto ao dono e ao cão.  Pois bem: fui enganada. Aquilo era tudo menos confortável. Cheguei a chamar o Cão de o "Fugas", porque nos primeiros passeios, a tentar que ele percebesse que tinha de ir onde eu ia, ele emburrava e fincava as patas enquanto eu ao puxar, lhe despia o peitoral e só já o conseguia ver a caminho da liberdade. Foram uns tempos de sofrimento, enquanto esperava que ele crescesse para lhe comprar outro. Lá comprei um segundo peitoral que prendia ao pescoço e na barriga, com o arnês a meio do dorso. Mais um que não era anti-fugas nem anti-birras... Já nem para falar, que por esta altura o cão já estava a ficar adulto e cheio de força para me puxar. Por causa dos puxões, ainda tive de andar muito tempo a pôr pomada num ombro, que inflamou por causa das constantes investidas. Até de joelhos esfolados cheguei a andar, por ser arrastada por ele. E sim, é só um Beagle mas tem a força de mil bois...
Decidi que os passeios com o Cão, principalmente os do final do dia, tinham de ser relaxantes para mim e não dolorosos como andavam a ser.
Investi num peitoral tipo "Julius-K9", o suposto supra-sumo dos peitorais, o melhor dos melhores, os únicos e os inconfundíveis! Com bandas laterais para colocar o nome e personalizar, com a banda da frente em material reflector, e interior forrado a pelinho. Era mais confortável para mim, e os puxões eram amortecidos pela faixa frontal que lhe ficava no peito, mas para ele torna-se mais fácil de me arrastar e de fazer força, como se de uma carroça se tratasse. A minha mão ficava dormente de fazer tanta força a agarrar a trela.
Quando o Cão fez 1 ano, ofereci-lhe como prenda de aniversário uma aula de comportamento, direccionada ao passeio. A fera revelou-se. Foi um festival de pinotes ser ao contrariado pelo treinador! Ao fim de 1 hora de tourada, lá acalmou pelo cansaço. O treinador aconselhou-me a usar trela de pescoço e a pôr de parte os peitorais, começando a transição por uma trela estranguladora. Caiu-me tudo aos pés... Ora eu, que não usava trela no pescoço por achar horrível, tinha agora de usar uma coisa muito pior: uma trela estranguladora! E usei, e fiz muito bem. Ele aprendeu a caminhar ao meu lado e a respeitar-me mais. Agora uso-lhe a trela no pescoço e um lencinho com a medalha de identificação.
And I like it.
Mas isto da trela ou peitoral tem muito que se lhe diga e há diversas opiniões acerca do assunto. Eu apenas posso partilhar a minha opinião, nada é generalizado porque cada caso é um caso, e o que é o ideal para mim pode ser um pesadelo para outro dono. É ir por tentativas até encontrar o que é mais confortável para cão e dono.


O primeiro peitoral, as tais "cuecas invertidas"

http://www.tiendanimal.pt/arnes-para-caes-macleather-classic-vermelho-p-7066.html
O Cão com a birra, e o segundo peitoral

http://www.petcity.pt/pt/coleirastrelasacaimes/421-peitoral-nylon-ajustavel.html#/peitoral_em_nylon_cor-vermelho/peitoral_em_nylon-peitoral_s_m_40_65cm_15mm
O super peitoral que nada resolveu

http://www.tiendanimal.pt/arnes-acolchoado-teflon-para-caes-robustos-p-5848.html
O melhor até agora: a trela simples
by loja dos chinocas lá do bairro


sábado, 3 de dezembro de 2016

Friday Night Fever

"Ó tu aí que me dás comida e que me apanhas os cocós: Podes dizer à Avó que o cachecol que ela te fez com tanto amor e carinho, realmente é quentinho e revelou-se um brinquedo do caraças! E sim, consigo abrir o armário e tirar de lá brinquedos muito parecidos com este!"
Ass: Cão


Agora quero ver como é que descalço a bota quando a minha mãe me perguntar porque é que eu não uso o cachecol... Neste momento é apenas um rolhão de lã.
E como é que eu faço para ter um armário anti-Beagle...
Só para que conste, a foto foi tirada no único segundo que ele esteve quieto entre pulos e rosnadelas enquanto eu tentava (sem sucesso como se veio a notar) resgatar o pobre coitado do cachecol.
O ar de tresloucado diz tudo.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Loja ZU

Recentemente descobri a ZU, uma rede de lojas de animais que pertence ao grupo Sonae, que dispõe de marcas e rações que normalmente eu só encontro online.
Pena só haver ainda 4 lojas (Braga, Matosinhos, Cascais e Lisboa-Colombo).
Já há muito tempo que eu andava para experimentar a ração da Dingo Natura Diet, e tal não foi o meu espanto quando vi quase toda a gama mesmo ali à minha frente.
Pedi aconselhamento ao funcionário, por causa da sensibilidade gástrica do Cão e embora já soubesse que a Dingo produz rações com uma quantidade mínima de cereais, alto teor de fibra e proteína e hipoalergénicas, achei melhor ir para uma ração ainda com maior tolerância gastrointestinal.
Mesmo a dar ANC (Alimentação Natural Cozida) ao Cão, gosto sempre de ter ração para lhe colocar nos  brinquedos para ele se manter entretido e estimulado enquanto está sozinho em casa.
Escolhi a "Lamb and Rice", e já está aprovadíssima pelo Cão.
Também achei interessante o uso de dispensadores gigantes de biscoitos em modo self-service, que podemos encher em copinhos por 2€/copo. Claro está que também veio um copo cheio de biscoitos cá para casa...
Foi ainda bom ver de perto as várias trelas da Zee.dog, já tinha comprado uma online para o Cão, mas vê-las de perto é ainda mais tentador, dá vontade de comprar uma de cada padrão, pena que o orçamento já estava curto...


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Workshop - Delícias Natalícias para o seu patudo

Adoro beber este tipo de informações e aprender mais sobre um tema que me desperta tanta curiosidade.

A Pet Party Events, juntamente com a veterinária Karla Pinto (especialista em formulação de alimentação para cães), organiza no próximo dia 10 de Dezembro, na Tapada da Ajuda em Lisboa, um workshop direccionado à alimentação animal, revendo os alimentos permitidos e proibidos nesta quadra natalícia.

No workshop os donos e amigos vão ainda aprender a fazer um Bolo-Rei para os patudos, e no final levam ainda um presente para os patudos!
O workshop tem o custo de 20€ por pessoa (materiais incluidos) e a inscrição pode ser feita através do email: petpartyevents@gmail.com

Infelizmente, é com muita pena que não vou poder participar neste workshop, mas as minhas funções como madrinha de gémeas nesse fim-de-semana chamam mais alto e lá vou ter de as acompanhar em mais uma etapa importante das suas vidas...

Mas se não fosse pelas minhas "afilhés", este workshop de certezinha absoluta que não me escapava!

De qualquer forma fica a sugestão:

Workshop - Delícias Natalícias para o seu patudo

Mais Informações: http://petpartyevents.blogspot.pt/

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte II

Ora bem, há dias em que ando com a cabeça no ar, chego tarde a casa, deixo-me dormir no sofá assim que acabo de jantar, cansada do trabalho, dos meus pensamentos e do lufa lufa do dia-a-dia.
Há mesmo dias de cão, e ultimamente tenho tido uns quantos...
No meio do cansaço tenho que ter tempo para brincadeiras e passeios com o Cão e para limpar os aposentos dele todos os dias, mas entre refeições para ele e refeições para mim algumas coisas vão ficando para trás.
Na volta esqueço-me de descongelar a comida para ele quando não tenho oportunidade de lhe fazer a comidinha. Esta semana voltou a acontecer.
Mais uma vez tive de fazer uma grande ginástica imaginativa da pouca que tenho disponível de manhã.
As minhas manhãs são todas em piloto automático e quando alguma coisa me fura o esquema, entro em colapso nervoso e já fico com um olho com chiliques saltitantes o resto do dia...


Refeição do desenrasca - Parte II


1 chávena de arroz integral cozido
1/2 maçã com casca, ralada ou em cubinhos
1 cenoura pequena ralada
1 peito de frango desfiado (sobras de frango assado)
1 fio de azeite
água quente


Basicamente é juntar tudo numa taça e mexer bem, para que a água aqueça os outros ingredientes, e servir sua majestade quando estiver tudo à nossa temperatura corporal.
Para saber se está à nossa temperatura corporal basta colocar um pouquinho da comida/líquido na parte de dentro do pulso. Se acharmos que está muito quente é porque está acima da temperatura do nosso corpo.

Inspirei-me nas dicas dadas pelas autoras do ABCão.




terça-feira, 15 de novembro de 2016

Cãopiloto

Sabe sempre bem passear com companhia, mas no meu caso é mais uma cãopanhia!
Aos fins de semana gosto de ter sempre o cão comigo, vá eu para onde for.
Antes de me ter aventurado com isto de me enfiar no carro com o Cão, tentei perceber ao nível de código da estrada que cuidados deveria ter, até para não correr o risco de ser multada pelos senhores agentes da autoridade.
Pois bem, o engraçado é que o código da estrada não é específico quanto ao transporte de animais, apenas que devem ser considerados como carga e que não podem de forma alguma prejudicar a condução ou a visibilidade do condutor.
Com isto eu entendi que o Cão podia ser transportado como eu acharia mais conveniente e confortável desde que cumprisse essas regras.
A lei apenas nos diz que o incumprimento destas simples regras pode levar ao pagamento de multas que podem ir dos 60 aos 600 euros, dependendo da gravidade dos casos.
A nível de licença especial para transportar um animal, também não há nada a apontar, apenas a obrigatoriedade de ter sempre os documentos do animal connosco (boletim de vacinas em dia, registo na junta de freguesia e seguro quando aplicável).
Para percursos pequenos comecei por transportar o Cão na bagageira do carro (comercial) e ele subia para cima da chapeleira e podia apreciar as vistas, mas nas travagens mais bruscas ou curvas mais apertadas, sentia-o muito solto e desamparado lá atrás.
Comprei um cinto para o poder transportar no banco da frente ao meu lado, tipo cãopiloto que é uma espécie de trela para prender onde se insere o cinto de segurança e é o que prefiro. Este cinto de segurança pode ser preso à trela ou ao peitoral, sendo que para distâncias curtas uso a trela, mas para distâncias mais longas e de caminho desconhecido uso o peitoral que é mais seguro evitando o estrangulamento em caso de acidente:

http://www.tiendanimal.pt/technical-adaptador-para-cinto-seguranca-p-10694.html

Comprei ainda uma grelha divisória com ventosas e adaptável, para casos onde ele tenha de ir na mala do carro, e assim dividir mercadoria ou bancos traseiros e Cão, e evita que ele possa ser projectado para a frente:

http://www.tiendanimal.pt/barras-separadoras-para-caes-c-1_246_866.html

Claro que estes métodos apenas se aplicam a cães, pois a forma mais estável de transportar um animal é recorrendo a uma caixa transportadora, para evitar que os animais se desloquem dentro da viatura ou ter algum comportamento imprevisível que possa distrair o condutor. Ora imaginem conduzir um carro com um gato assanhado lá dentro!



As barras
O cinto de segurança



terça-feira, 8 de novembro de 2016

O desenrasca - Parte I

Segunda-feira de manhã. Dia de trabalho. Deixo-me dormir. Acordar, ir ao frigorífico e perceber que me esqueci de descongelar comida para o Cão na noite anterior. Tão bom... E o Cão a olhar-me fixamente como que a condenar-me pela negligência parental.
Olho para o relógio e já estou atrasada, entre banho, secar cabelo, vestir, calçar sem me voltar a esquecer que as meias são primeiro que os sapatos, arranjar marmitas e lanches para o trabalho, e o Cão continua a julgar-me.
Rapidamente atiro  o que me vou lembrando para dentro de uma panelinha. Deixo arrefecer e surpreendo o Cão com uma super refeição para começar bem o dia!
O meu pequeno-almoço? Bem, esse é atirado para dentro do saco do trabalho porque já não há tempo para mordomias. Nem um cafézinho amigo...



Refeição do desenrasca - Parte I

Ingredientes:
50gr de esparguete integral
2 punhados de espinafres biológicos
1 cenoura média aos cubos
1 ovo biológico
1 peito de frango pequeno aos cubos
1 fio de azeite
1 pitadinha de sal

Preparação:
Basicamente atirar todos os ingredientes para dentro de uma panelinha e deixar cozer porque o relógio está a contar! Claro que só junto o esparguete partido aos bocadinhos e o ovo no fim da água estar a ferver.
Sirvo para um prato para deixar arrefecer e junto um fiozinho de azeite.
Servir quando estiver à volta dos 30ºC, e na gamela devida...

Nada mal, pois não?